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¯`*·.¸¸♥ღ°Quem é essa que me olha de tão longe, com olhos que foram meus?(Retrato antigo - Helena Kolody) ¯`*·.¸¸♥ღ° Quem é essa que me vê do lado de lá quando eu dela preciso cá? Quem é essa que está em mim e eu nela em hora sem fim? Quem é essa, quem sou eu?De tanta pressa o vento a levou...Fiquei eu Olho no olho O meu no seu Num retrato antigo Num estar comigo Num olhar só meu. (Janice Persuhn)¯`*·.¸¸♥ღ° De retralho em retalho tiram pedaços de mim de espaço a espaço costuram os vazios de mim de palavra a palavra descobrem eu sou mesmo assim. (Autópsia) ¯`*·.¸¸♥

PrOfeSsOrA WiLma NuNeS RaNgEl

PrOfeSsOrA WiLma NuNeS RaNgEl

terça-feira, 3 de abril de 2018

Coletânea de Textos para prova parcial - Colégio Almirante Tamandaré

CONTEÚDO: O discurso social - Contexto, texto

“O ócio é necessário, pois o tédio é criativo.”






       O filósofo Mário Sérgio Cortella, professor da PUC-SP e ex-monge carmelita descalço, diz que estamos perdendo o GPS de nós mesmos ao nos preocuparmos mais com o objetivo do que com a jornada. Quando desprezamos a paisagem, deixamos de ampliar nosso repertório de imagens e a capacidade de criar – enfim, de viver. 

       Em uma entrevista para o jornal Estadão, o professor, falando sobre a objetivação do tempo, disse que o mundo virtual faz com que as pessoas deixem de apreciar pequenas coisas, como a paisagem em uma viagem de carro, de ônibus ou de avião, para ficarem de cabeça baixa olhando seus smartphones. Um ponto muito interessante na fala do filósofo é a necessidade do ócio e do tédio na vida das pessoas, pois eles são propulsores da criatividade.



“Não fossem eles, a roda, por exemplo, jamais teria sido inventada. Isso não quer dizer que não devemos trabalhar ou que devemos ficar estáticos esperando que uma possível ‘lâmpada’ de ideias apareça, e nossa vida, então, será plena em gozo”, diz. 
       O que ele explana é que a praticidade da vida pós-moderna – ou seja, o fato de encontrarmos “tudo prontinho” – não nos permite criar, e que, ao ficarmos escravos, submissos às tecnologias, deixaremos de ser criativos. 
       Diz Cortella: “existe uma instrumentalização do nosso tempo para impedir que sejamos capazes do ócio. O que é um passeio de fato? Aquilo que o francês chamava de ‘promedade’: ‘vou dar uma volta’. É você não ter rumo, não precisar saber para aonde vai. Ócio não é vagabundagem; é diferente disso: é não ser obrigado a uma ocupação. Presidiário não tem ócio; desocupado não tem ócio. Ócio é quando você tem liberdade para fazer do seu tempo aquilo que deseja. Antigamente, a expressão de quem saía por aí de maneira livre era ‘vagamundo’ – em grego antigo – aliás, se diz ‘planetes’ e originou a palavra planeta, astro que fica dando voltas. Porém, depois a palavra virou vagabundo e ganhou conotação negativa.” 
       Para o filósofo, “na sociedade capitalista, no mundo dos últimos 500 anos, dentro da ética protestante, a ideia de querer sair por aí, sem eira e nem beira, tornou-se absolutamente reprovável. Só o trabalho salva; só o trabalho dignifica. Aliás, como escreveram os nazistas nos campos de concentração, ‘só o trabalho liberta’. Certo? Há uma objetivação extremada do tempo livre hoje, a tal ponto que ficar desocupado é quase uma insuportabilidade.” 
       O resultado, segundo Mario Sérgio, são crises de criatividade: “o tédio é absolutamente criativo. Você inventa coisas porque não tem o que fazer. E a ausência hoje de tédio – pelo fato de ficarmos o tempo todo ocupados com algo – resulta numa vida que precisa ter meta e objetivo o tempo todo, como se fosse uma carreira. Despreza-se que a arte seria impossível com a ocupação contínua, mas só existe arte, filosofia, por conta da desocupação”, finaliza ele. Fonte: http://www.portalraizes.com/cortellaociocriativo/ – Texto adaptado especialmente para esta prova.

O mito da preguiça nacional



        Praia, calor, futebol, carnaval, excesso de feriados... Tudo isso costuma virar argumento na boca de quem acha que os brasileiros não gostam de trabalhar. OK, pode até ser que não gostem mesmo tanto quanto americanos e europeus. Afinal, no mundo inteiro, os índices de insatisfação com o emprego são altos. Nos EUA, por exemplo, o Bureau de Estatísticas do Trabalho estima que quase 67% dos trabalhadores acham "chato" ou "muito chato" aquilo que se veem obrigados a fazer para ganhar a vida. E nem por isso os americanos são considerados pouco afeitos ao batente. 
       Gostando ou não gostando daquilo que fazemos, o fato é que nós, brasileiros, trabalhamos mais do que se trabalha na maioria dos países desenvolvidos. E não é de hoje! Já na década de 1930, os EUA e a Europa Ocidental criaram leis fixando a jornada de trabalho semanal em 40 horas. O Brasil, por outro lado, manteve uma jornada de 48 – além de 12 horas extras permitidas por lei – até 1988, quando a Constituição foi alterada. Só então a jornada máxima passou para 8 horas diárias e 4 horas aos sábados – totalizando 44 semanais. Na Alemanha, trabalha-se em média 38 horas por semana. Na França e na Espanha, menos ainda: 35 horas. Aqui no Brasil, a média é superior a 40 – para ser exato, 40,9 horas, segundo a Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (PNAD) feita pelo IBGE em 2008. Embora a média seja menor que a jornada máxima prevista na legislação trabalhista, esse mesmo levantamento revelou que 1 em cada 3 brasileiros trabalha mais que 44 horas semanais. E que 1 em cada 5 vai além das 48 horas por semana. (...) 

Resultado de imagem para mas que preguiça boa me deixa aqui atoa hoje ninguém vai estragar meu dia
(Chorão) Disponível em http://geradormemes.com/meme/i97urz Acesso em 03 abr 2018

       O mito da preguiça nacional tem raízes profundas, tão profundas que chegou a ser fomentado por um de nossos intelectuais mais importantes: o historiador Sérgio Buarque de Holanda. Em sua obra Raízes do Brasil, ele culpa nossos colonizadores pela "indolência brasileira". Ao contrário dos anglo-saxões, os fidalgos portugueses seriam avessos à ideia de ganhar o pão com o próprio suor. Fonte: http://super.abril.com.br/comportamento/brasileiro-nao-gosta-de-trabalhar (Acesso em 20/05/2016) Considerando esse contexto e as informações de que você dispõe, solicitamos a elaboração de um texto dissertativo que deverá discorrer sobre a seguinte questão: Quais são as consequências – para o povo brasileiro e para o próprio país – da crença difundida de que o brasileiro não gosta de trabalhar? Ao desenvolver seu texto, suas ideias devem estar organizadas de acordo com a tipologia textual solicitada: uma dissertação; ou seja, um texto em que você deverá posicionar-se sobre o tema dado, apresentando argumentos plausíveis, que sustentem seus pontos de vista, e respeitando a norma culta da Língua Portuguesa. Fonte: http://www.portalraizes.com/cortellaociocriativo/ – Texto adaptado especialmente para esta prova Acesso em: 01 abr 2018.

Boa leitura!
PtD: PrOfª WiLm@

O texto teatral

Prepare-se para as avaliações!

Abaixo coletânea de textos, todos são do Gênero: Texto Teatral, leia a sugestão de proposta e faça seu RASCUNHO a lápis, no caderno de Língua Portuguesa.

A rosquinha (título readaptado de O botequim)


Texto I

*Freguês* -- Garçom, por favor. Eu queria um café-com-leite e uma rosquinha. 
*Garçom* -- O senhor vai me desculpar mas não tem mais rosquinha. 
*Freguês* -- Ah? Não tem rosquinha? 
*Garçom* -- Não senhor. 
*Freguês* -- Não faz mal. Então me dá só um cafezinho simples. Isso. Só um cafezinho. (pausa) Com uma rosquinha. 
*Garçom* -- Eu acho que não me expliquei direito. Eu falei pro senhor que não tem mais rosquinha. Acabou toda a rosquinha. 
*Freguês* -- Ah bom. Se é assim, muda tudo. Acabou a rosquinha? 
*Garçom* -- Acabou, sim senhor. 
*Freguês* -- Então me traz um copinho de leite. Leite tem? 
*Garçom* -- Tem, sim senhor. 
*Freguês* -- Beleza. Me traz um copo de leite. Com uma rosquinha. 
*Garçom* -- Eu disse que não tem mais rosquinha! Torrada tem, rosquinha não tem! Há três anos que não tem rosquinha! 
*Freguês* -- Calma, o senhor também não precisa ficar nervoso. Não tem, não tem. Eu peço outra coisa. Qualquer coisa. Eu não sou difícil pra comer. Eu tomo o que o senhor quiser. Chocolate, chá, sei lá. Chá o senhor tem? 
*Garçom* -- Tenho, sim senhor. 
*Freguês* -- Então taí. Traz um chazinho. (pausa) Com uma rosquinha. 
*Garçom* -- Eu já disse que eu não tenho rosquinha. Faz o seguinte. Vai em outro boteco. Não me enlouquece. Vai em outro boteco! 
*Freguês* -- Não, pode deixar. Vamos mudar tudo. O que eu não quero é que o senhor se aborreça. Em vez disso me dá uma coisa que alimente mais. Totalmente diferente. Uma coalhada. Taí. Uma coalhada. Coalhada tem? 
*Garçom* -- Tem. 
*Freguês* -- Tem mesmo? 
*Garçom* -- Tem. 
*Freguês* -- Vê lá, hein? Não vai me fazer mudar o pedido de novo à toa. 
*Garçom* -- Eu já disse que tem! O senhor vai querer ou não?! 
*Freguês* -- Vou querer ou não, o quê? 
*Garçom* -- A coalhada! 
*Freguês* -- Claro que sim. Acho ótimo. Uma coalhada. (pausa) Mas não esquece da rosquinha. 
*Garçom* -- O senhor é maluco, é? Não tem rosquinha! Não tem rosquinha!! 
*Freguês* -- Tá bom, tá bom. Não precisa gritar. Traz só a rosquinha, pronto. 
*Freguês 2* -- (que  está na mesa ao lado) -- Escuta aqui. O senhor quer enlouquecer o garçom, é? Há dez minutos que eu estou ouvindo essa sua conversa doida e eu juro que não sei como ele está aguentando! (Para o Garçom) Olha, não liga pra esse maluco não. Traz logo essa porcaria dessa rosquinha e manda ele embora


(Jô Soares, encontrado em Respostas Yahoo https://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20090104124856AAgb3iO em 06/03/17

Associe a Revisão e estude

Proposta I da Redação

Tente escrever a continuação da história, seja criativo, envolva adereços (objetos), inclua outros personagens, atitudes, decisões, siga as características do texto teatral, coloque rubricas, use em seu plano de estudo, rascunho em papel almaço, acrescentando o desfecho final em, no mínimo, 12 e no máximo 15 linhas



Proposta II:
Leia atentamente o poema Quadrilha Carlos Drummond de Andrade

 João amava Teresa,
que amava Raimundo,
que amava Maria,
que amava Joaquim, que amava Lili,
que não amava ninguém.

João foi para os Estados Unidos,
Teresa para o convento,
 Raimundo morreu de desastre,
 Maria ficou para tia,
 Joaquim suicidou-se
 e Lili casou com J. Pinto Fernandes
 que não tinha entrado na história

Proposta de Redação

Com base na leitura . Utilize todas as características desse gênero textual já estudadas durante as aulas: rubrica, indicação da fala das personagens por meio da apresentação do nome delas, uso de sinais. Proponha um desfecho supreendente. gráficos e de destaque para enfatizar a expressividade do texto.

 Procure explorar a situação com humor e leveza, considerando as informações contidas no texto lido

 Atribua um título ao seu texto, seja criativo e bom trabalho!
 

       Utilize primeiramente o caderno e faça a lápis o seu rascunho, depois, reescreva para a FICHA DE REDAÇÃO para a versão final do seu texto. Para passar a limpo, use caneta azul ou preta.







Texto 2 CENA 9 – A CENA DO BALCÃO

Romeu: (cantando.)
É a ti flor dos céus que me refiro
Neste  trino de amor, nesta canção
Vestal dos sonhos meus por quem suspiro
E sinto palpitar meu coração
E a flor do céu...

Que luz será aquela
Que brilha na moldura da janela?
Oh janela,
Oh janela!
És o nascente,
E Julieta o sol resplandecente!
Está falando...Mas não ouço nada.
São seus olhos!
Eles falam!
Foram duas estrelas das mais belas
Do céu, que tendo o que fazer algures
Pediram aos seus olhos que brilhassem
Em seu lugar, até que elas voltassem.[...]
Julieta: Ai de mim!

Romeu: É ela! 

Está falando!
Fala de novo, anjo resplandecente!
Tu, que pairas tão alto sobre mim
E brilhas tanto dentro da noite.
Julieta: Romeu, Romeu!
Por que razão tu és Romeu?
Oh! Renega teu pai, despoja-te do nome! Ou então, se não quiseres, jura ao menos que
amor me tens
E eu deixarei de ser Julieta Capuleto!
Romeu: Devo continuar a ouvir ou responder-lhe? 
Julieta: Em ti só o teu nome é que é meu inimigo! Tu não és um Montecchio, mas tu mesmo!
Afinal, que é um Montecchio?
Apenas um nome!
Se outro nome tivesse a rosa, em vez de rosa, Deixaria de ser por isso perfumosa?
Romeu, deixa esse nome,
 E em troca dele, que não faz parte de ti,
 Toma-me a mim, que já sou toda tua!
Romeu: Farei o teu desejo de bom grado!
Por ti, eu trocarei seja o que for!
Por ti, serei de novo batizado: Não me chames Romeu...mas sim o Amor!

Adaptado de SHAKESPEARE, William. Romeu e Julieta. Tradução de Onestaldo de Penaforte. Adaptação de Cacá, 08/03/17http://www.escolalasalle.com.br/2016/documentos_pdf/Proposta_Redacao_Teatral-SãoPaulo
VOCABULÁRIO:

algures – em algum lugar ; balcão – sacada; despojar – largar, abandonar; pairar – estar acima de. trino – canto de pássaro;  vestal- virgem consagrada à deusa romana Vesta, encarregada de velar o fogo sagrado

PEÇA TEATRAL FAMOSA NO BRASIL



Trecho de Hermanoteu na Terra de Goda e divirta-se com Os Melhores do Mundo - encenação sobre "Sequestro - erros da língua portuguesa



https://www.youtube.com/watch?v=xciZz-T2IXE


Textos e vídeos adaptados para elaboração desta coletânea.
Bom estudo!
PtD; Profª Wilm@

Coletânea de Textos sobre cães



Saiba mais sobre seu 

melhor amigo


       “Um cão não precisa de carros modernos, palacetes ou roupas de grife. Símbolos de status não significam nada para ele. Um pedaço de madeira encontrado na praia serve. Um cão não julga os outros por sua cor, credo ou classe, mas por quem são por dentro.    Um cão não se importa se você é rico ou pobre, educado ou analfabeto, inteligente ou burro. Se você lhe der seu coração, ele lhe dará o dele. É realmente muito simples, mas mesmo assim, nós humanos, tão mais sábios e sofisticados, sempre tivemos problemas para descobrir o que realmente importa ou não.”(Do Livro Marley & Eu)

Mas nossos amiguinhos também aprontam...e muito...

Assista o vídeo e conheça Denver...O cão culpado!


Cachorro espera a 4 meses em porta de hospital pelo dono morto

Uma versão brasileira da famosa história de Hachiko.


Cachorro espera a 4 meses em porta de hospital pelo dono morto
Escrito por:  Ms Redação 08 de março de 2018  21h47  Comentários
Em Novo Horizonte, cidade do estado de São Paulo, um sem-teto de 59 anos foi levado ao hospital após ter sido esfaqueado nas ruas. O seu fiel cãozinho seguiu a ambulância até o hospital e pacientemente aguardou o seu dono aparecer. Infelizmente o homem não sobreviveu aos ferimentos sofridos.
De acordo com o diretor do hospital, o pobre cachorro não tentou entrar para dentro da clínica, ele apenas espera sentado na porta. Esta situação triste foi capturada pela advogada Cristine Sardella que se sensibilizou com a ligação entre dono e cão. Em entrevista com o jornal local, ela disse que o animal dorme em um tapete na porta da recepção.
O cachorro esperou 4 meses pelo retorno de seu dono até que foi encontrado um novo lar para ele. Porém, o cachorro escapou da nova casa e voltou a frequentar o hospital, mesmo o seu novo endereço ficando a quase 10km de distância.
Segundo informações do G1 Rio Preto e Araçatuba, o morador de rua 59 anos foi esfaqueado durante uma briga com um colega, no dia 31 de outubro.  Ele chegou a ser levado ao pronto-socorro, mas não resistiu aos ferimentos. Desde então, o cachorro, que não tem nome, vai e volta todos os dias ao local.
Disponível em:https://osabio.com.br/cachorro-espera-a-4-meses-em-porta-de-hospital-pelo-dono-morto/







Por que os cachorros fedem tanto quando ficam molhados?


A gente não quer te assustar, mas a resposta é meio nojenta: o “cheiro de cachorro molhado” é o resultado de uma reação química da água com algumas secreções malcheirosas produzidas pelos cães. “Quando eles se molham, essas secreções se diluem pelo corpo. Quando elas evaporam, nossas narinas entram em contato com o odor desagradável”, afirma o veterinário Gelson Genaro, especialista em fisiologia e comportamento animal. Além dessa, existem também outras razões para a fedentina. “Os cachorros possuem muitos fungos e bactérias na pele. Se depois do banho eles ficam com o pêlo úmido, pode haver uma predisposição a infecções que provocam cheiro ruim”, diz a veterinária paulista Ângela Velloso Braga Yazbek. Por isso, vale o conselho: para evitar que o animal fique com um odor barra-pesada, é preciso secar bem o pêlo com a toalha e, em seguida, com o secador – com cuidado para não queimar o bichinho…

Cheiro cu-ri-o-so! Glândulas perto do * soltam líquido que gera o odor
1. Os cachorros possuem glândulas em certas partes do corpo – como a ad-anal, perto do ânus, que liberam uma secreção gordurosa e fedorenta para marcar o território do animal
2. Quando os cachorros são molhados, a água se mistura a essas secreções, diluindo-as e espalhando-as em outras partes do corpo
3. Se o cachorro não for bem seco, a água, ao evaporar, leva consigo moléculas das secreções. É o que nossas narinas reconhecem como cheiro de cachorro molhado

(Revista Veja Julho 2009 Reportagem especial sobre cães)

A Disciplina Do Amor

    Foi na França, durante a segunda grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na esquina, um pouco antes das seis da tarde. Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro e na maior alegria, acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta a casa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia, chegava a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe. Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi convocado. Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo olhar ansioso naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. Assim que anoitecia, ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte. Então, disciplinadamente, como se tivesse um relógio preso á pata, voltava ao seu posto de espera.
    O jovem morreu num bombardeio mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo em vão. Quando ia chegando aquela hora ele disparava para o compromisso assumido, todos os dias. Todos os dias. Com o passar dos anos ( a memória dos homens!) as pessoas foram se esquecendo do jovem soldado que não voltou. Casou-se a noiva com um primo. Os familiares voltaram-se para outros familiares. Os amigos, para outros amigos. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina.
    As pessoas estranhavam, mas quem esse cachorro está esperando?... Uma tarde (era inverno) ele lá ficou, o focinho voltado para aquela direção.

Lygia Fagundes Telles

A árvore da vida dos cachorros

Não, ele não veio do lobo! Confira o cladograma  do Canis familiaris e saiba como uma criatura pré-histórica virou seu melhor amigo.

Por Bruno Machado


ILUSTRAS: Alexandre Jubran

Não, ele não veio do lobo! Confira o cladograma do Canis familiaris e saiba como uma criatura pré-histórica virou seu melhor amigo. Mas atenção: a árvore evolutiva dos cachorros ainda é muito inexata. Este fluxograma reúne informações de diversas pesquisas, que nem sempre concordam uma com a outra.

cães 9 - evolução 1

cães 10 - evolução 2
1) TATATATARAVÔ MILENAR
QUANDO – 9 milhões de anos atrás
Ancestral do lobo, do cão e do coiote, o Eucyon (“cão verdadeiro”, em grego) foi um gênero de cerca de dez espécies que viveram no Hemisfério Norte. Mediam de 40 cm a 1 m e pesavam cerca de 9 kg. O Eucyon vivia em competição com predadores maiores, mas tinha grande capacidade de se adaptar às mudanças climáticas. O homem só surgiu 8 milhões de anos mais tarde
2) UIVO DA EVOLUÇÃO
QUANDO – 1 milhão de anos atrás
Até 2014, acreditava-se que os cachorros eram descendentes do lobo-cinzento (Canis lupus). Em nível genético, a diferença entre cão e lobo é menor que 1%. Mas um estudo descobriu que, na verdade, os dois animais dividem um ancestral comum desconhecido. A ciência agora corre para descobrir qual é. Hoje, a população mundial de cães é muito superior à de lobos, que chegaram a estar sob risco de extinção
3) VOLTA O CÃO ARREPENDIDO
QUANDO – 18,8 mil anos atrás
Segundo um estudo recente, foi nessa época que os humanos passaram a conviver com os cães e esse seria o fato determinante para o surgimento do cachorro como hoje o conhecemos (Canis familiaris). Os cães passaram a se aproximar do homem (ainda nômade, caçador e coletor) e, sob a sua proteção, ganharam mais chances de sobreviver. Já os humanos passaram a usar as habilidades caninas a seu favor
4) PREDADORES DA NEVE
QUANDO – De 5 a 2 mil anos atrás
Análises de DNA confirmam que o husky siberiano é uma das raças mais antigas conhecidas. Ele pertence ao grupo spitz, caracterizado por seu pelo longo, grosso e normalmente branco. A origem exata dos spitz é desconhecida, mas acredita-se que sejam originários do Ártico ou da Sibéria. É o grupo canino mais próximo dos lobos – é provável até que tenham cruzado com eles
5) IGUAIS, MAS DIFERENTES
QUANDO – 4 mil anos atrás
Foi o início do desenvolvimento natural das raças caninas, como o galgo e o mastim, que desenvolveram habilidades específicas para sobreviver aos vários ambientes terrestres. Os cães se especializaram em atividades diversas, como caçar, buscar presas, escavar e/ou nadar. No Egito, o cachorro é representado em templos e tumbas e, em Roma, algumas espécies viram animais de estimação
6) CÃOZINHO DO PASTOREIO
QUANDO – 2 mil anos atrás
Cães pastores são mencionados em obras de Aristóteles e Virgílio e estão registrados em documentos romanos de 150 a.C. Pesquisadores e cientistas acreditam que a maioria das raças pastoras é descendente do extinto molossus, raça que também deu origem a outras diversas, como rottweiler, dogue alemão e mastim. Hoje, o border collie é o mais utilizado para a atividade
7) INTERFERÊNCIA HUMANA
QUANDO – 1,6 mil anos atrás
A reprodução seletiva virou uma prática comum na Idade Média (entre os séculos 5 e 15). Os aristocratas consideravam um sinal de prestígio manter grupos de cães criados especialmente para caçar um tipo específico de presa. O conceito de raça utilizado hoje só foi aparecer em meados do século 19, quando os cães deixaram de ser procriados para atividades e passaram a ser admirados e valorizados pela sua beleza
8) ESSA CACHORRADA É DEZ
QUANDO – 100 anos atrás
Fundada em 1911, a Federação Cinológica Internacional dividiu as raças em dez grupos oficiais, separados de acordo com função, tipo físico e histórico. São eles: pastores, terriers, sabujos, retrievers, cães de companhia, galgos, daschunds, spitz, pinschers/schnauzers e cães de aponte. Um 11º grupo não oficial reúne os vira-latas e outros padrões ainda não reconhecidos
ILUSTRAS: Alexandre Jubran
Não, ele não veio do lobo! Confira o cladograma do Canis familiaris e saiba como uma criatura pré-histórica virou seu melhor amigo. Mas atenção: a árvore evolutiva dos cachorros ainda é muito inexata. Este fluxograma reúne informações de diversas pesquisas, que nem sempre concordam uma com a outra.
cães 9 - evolução 1
cães 10 - evolução 2
1) TATATATARAVÔ MILENAR
QUANDO – 9 milhões de anos atrás
Ancestral do lobo, do cão e do coiote, o Eucyon (“cão verdadeiro”, em grego) foi um gênero de cerca de dez espécies que viveram no Hemisfério Norte. Mediam de 40 cm a 1 m e pesavam cerca de 9 kg. O Eucyon vivia em competição com predadores maiores, mas tinha grande capacidade de se adaptar às mudanças climáticas. O homem só surgiu 8 milhões de anos mais tarde
2) UIVO DA EVOLUÇÃO
QUANDO – 1 milhão de anos atrás
Até 2014, acreditava-se que os cachorros eram descendentes do lobo-cinzento (Canis lupus). Em nível genético, a diferença entre cão e lobo é menor que 1%. Mas um estudo descobriu que, na verdade, os dois animais dividem um ancestral comum desconhecido. A ciência agora corre para descobrir qual é. Hoje, a população mundial de cães é muito superior à de lobos, que chegaram a estar sob risco de extinção
3) VOLTA O CÃO ARREPENDIDO
QUANDO – 18,8 mil anos atrás
Segundo um estudo recente, foi nessa época que os humanos passaram a conviver com os cães e esse seria o fato determinante para o surgimento do cachorro como hoje o conhecemos (Canis familiaris). Os cães passaram a se aproximar do homem (ainda nômade, caçador e coletor) e, sob a sua proteção, ganharam mais chances de sobreviver. Já os humanos passaram a usar as habilidades caninas a seu favor
4) PREDADORES DA NEVE
QUANDO – De 5 a 2 mil anos atrás
Análises de DNA confirmam que o husky siberiano é uma das raças mais antigas conhecidas. Ele pertence ao grupo spitz, caracterizado por seu pelo longo, grosso e normalmente branco. A origem exata dos spitz é desconhecida, mas acredita-se que sejam originários do Ártico ou da Sibéria. É o grupo canino mais próximo dos lobos – é provável até que tenham cruzado com eles
5) IGUAIS, MAS DIFERENTES
QUANDO – 4 mil anos atrás
Foi o início do desenvolvimento natural das raças caninas, como o galgo e o mastim, que desenvolveram habilidades específicas para sobreviver aos vários ambientes terrestres. Os cães se especializaram em atividades diversas, como caçar, buscar presas, escavar e/ou nadar. No Egito, o cachorro é representado em templos e tumbas e, em Roma, algumas espécies viram animais de estimação
6) CÃOZINHO DO PASTOREIO
QUANDO – 2 mil anos atrás
Cães pastores são mencionados em obras de Aristóteles e Virgílio e estão registrados em documentos romanos de 150 a.C. Pesquisadores e cientistas acreditam que a maioria das raças pastoras é descendente do extinto molossus, raça que também deu origem a outras diversas, como rottweiler, dogue alemão e mastim. Hoje, o border collie é o mais utilizado para a atividade
7) INTERFERÊNCIA HUMANA
QUANDO – 1,6 mil anos atrás
A reprodução seletiva virou uma prática comum na Idade Média (entre os séculos 5 e 15). Os aristocratas consideravam um sinal de prestígio manter grupos de cães criados especialmente para caçar um tipo específico de presa. O conceito de raça utilizado hoje só foi aparecer em meados do século 19, quando os cães deixaram de ser procriados para atividades e passaram a ser admirados e valorizados pela sua beleza
8) ESSA CACHORRADA É DEZ
QUANDO – 100 anos atrás
Fundada em 1911, a Federação Cinológica Internacional dividiu as raças em dez grupos oficiais, separados de acordo com função, tipo físico e histórico. São eles: pastores, terriers, sabujos, retrievers, cães de companhia, galgos, daschunds, spitz, pinschers/schnauzers e cães de aponte. Um 11º grupo não oficial reúne os vira-latas e outros padrões ainda não reconhecidos.
http://mundoestranho.abril.com.br/ambiente/a-arvore-da-vida-dos-cachorros/ em 08/04/17 02:15

Quais as diferenças entre o corpo do homem e o do cachorro?

Você já parou para pensar em como você e seu cão são diferentes?




http://mundoestranho.abril.com.br/ambiente/quais-as-diferencas-entre-o-corpo-do-homem-e-o-do-cachorro/ acesso em 08/04/17 02:20 am   

Postagem: wilma Nunes Rangel em 08/04/17 Edições Revista Mundo Estranho

       



Bidu: O cão que não deixou 
de procurar os donos

(Bidu brincando de esconde esconde)

Amor de cão
               No natal de 2005,  ganhei de minha sogra e amiga Jurema o Bidu, um cãozinho poodle branquinho, na época passava por uma delicada situação de saúde, em que envolvia depressão, Bidu era filhote, curioso, ansioso, carinhoso e mais alguns osos... se bem que até hoje é assim...agitado...mas sua principal característica não são essas...mas sim a de FUJÃO... se a colera escapa lá vai ele...foge...é pernas pra que te quero mesmo...vai numa velocidade estonteante...difícil alcançá-lo...
Quando tinha 1 ano, ficou na casa de Dona Jurema enquanto viajamos para visitar um sobrinho recém nascido...e adivinha???A primeira fresta do portão aberta...Bidu sumiu pela 3ª Vez...mas dessa vez não foi localizado no bairro onde havia ficado hospedado...
O tempo passou e sua falta ficou junto com seu paninho e potinhos...
Os filhos adoeceram, eu entristeci, os vizinhos do apartamento sentiram um alívio sem os latidos...
Veio a Lilo como presente de uma amiga
Depois o Zorro ...mas a saudade sempre ficou

Nos mudamos para Curitiba ...

Retornamos depois de 1 ano...
Uma tarde minha cunhada liga e diz que tem um cachorro parecido com o Bidu, que chegou no portão e ficou...bem tratado, pelo cuidado, unhas aparadas...mas, se alimentava e ficava...
cheirava as coisas e foi ficando...após dois dias de intruso...perceberam que o poodol branquinho era familiar...
e lembraram do Bidu...
Fui ver...a princípio não o reconheci, estava maior, mas ao lamber minha mão...e jogar as patinhas para trás...e reencontrar manchinhas na pele por baixo das grandes orelhas...o reconheci...abraçava-o  fortemente...e trouxemos de volta ao lar
Simplesmente eu havia parado de procurá-lo...mas ele na primeira oportunidade de fuga, depois de mais de 2 anos, farejando o bairro...encontrou parentes nossos e nos encontrou...é isso...sou uma dona encontrada pelo cão!!!

- Achou!!!

NÃO QUER LER?? (pena!)...
Assista os vídeos sobre os Cães

Texto de Wilma Nunes Rangel 13/01/11





Da sessão Pergunta Oráculo, de Vânia Barros e Luiz A. Camargo Junqueira

Por que os cães dão voltas antes de se deitar?

Por herança. Quando ainda viviam em estado selvagem, há mais de 12 mil anos, os cães preparavam o lugar para dormir caminhando em círculo até formar um ninho confortável entre as plantas ou pedras. A prática também servia para demarcar como propriedade particular o respectivo território, desestimulando presença de outros cães. O hábito sobreviveu na memória da espécie, embora já sem função.

Vídeos só sobre cães



Cara-Melo...o meu mais novo amigo


Coletânea de Textos para prova parcial - Colégio Almirante Tamandaré

CONTEÚDO: O discurso social - Contexto, texto “O ócio é necessário, pois o tédio é criativo.”        O filósofo Mário Sér...