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domingo, 1 de março de 2015

O nosso Jardim é a praça do Mitre

Enquanto ainda podemos dizer 
alguma coisa







Soares Feitosa

No caminho com Maiakóvski, que não é de Maiakóvski, mas teria parentesco com Martin Niemöller, um pastor luterano, mas é de Eduardo Alves da Costa

A primeira vez que li o belo texto de Eduardo Alves da Costa foi numa gramática da língua portuguesa. Gostei. Muito! Copiei-o imediatamente no Jornal de Poesia. O que se conhece de Internet e livros didáticos é apenas um fragmento, mas tão forte, tão belo e independente que pode ser lido escoteiro como se fora um poema independente que, a rigor, é.
Eis o fragmento de Eduardo Alves da Costa:

No caminho com Maiakóvski
"[...]
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.
[...]"


AULA ON LINE - Leitura e reprodução visual

PtD Professora Wilm@

Ulysses Guimarães e o atual momento nacional


INSPIRAÇÃO PARA SEGUIR NA LUTA!

Algumas frases de Ulysses Guimarães representa o atual cenário brasileiro. Diante da contrariedade soberba do atual governador do Paraná, recordei-me de Ulysses Guimarães, ele já esteve em lutas com meu instinto nacionalista de brasileira descendente de índio e português na época do movimento pelas Diretas Já e dos Caras Pintadas...hoje ele me surpreende pelas palavras que unio e eternizou na nossa literatura...

“Não se pode fazer política com o fígado, conservando o rancor e ressentimentos na geladeira. A Pátria não é capanga de idiossincrasias pessoais. É indecoroso fazer política uterina, em benefício de filhos, irmãos e cunhados. O bom político costuma ser mau parente.” 
 (Ulysses Guimarães)
“Quando se tira o voto ao povo, o povo é expelido do centro para a periferia da história, perde o pão e a liberdade, o protesto passa a ser agitação e a greve rotulada de subversão.”  
(Ulysses Guimarães)
“A censura é a inimiga feroz da verdade. É o horror à inteligência, à pesquisa, ao debate, ao diálogo. Decreta a revogação do dogma da falibilidade humana e proclama os proprietários da verdade.”  
(Ulysses Guimarães)
Ulysses Guimarães (PMDB-SP), presidente da Assembléia, e Bernardo Cabral (PMDB-AM), relator, conversam na mesa do plenário sobre a Constituinte, em 1988. 'O Brasil precisa de uma Constituição em que o povo seja o fundador, por votação direta, do governo e da lei', defendia o político
"Em política, estar com a rua não é o mesmo que estar na rua".
(Ulysses Guimarães)
 "Governar é encurtar distâncias. Governar é administrar pressões, e as pressões primárias e diretas são as do lugar onde se vive, trabalha, estuda, sofre e ama".
(Ulysses Guimarães)

“É o voto, somente ele, que faz a acoplagem dos cidadãos com os homens públicos e o Estado”.
(Ulysses Guimarães)

 "Eu os abraço com a consagradora definição: Democracia é o convívio de contrários".
(Ulysses Guimarães)

 “A grande força da democracia é confessar-se falível de imperfeição e impureza, o que não acontece com os sistemas totalitários, que se autopromovem em perfeitos e oniscientes para que sejam irresponsáveis e onipotentes”.
(Ulysses Guimarães)
 Certa vez, um general francês perguntou a um cacique canadense se ele era pai, obtendo a seguinte resposta: sim, de uma nação. Sabe-se que o Doutor Ulysses não teve filhos biológicos. Todavia, simbolicamente, pode-se dizer que ele é pai de uma nação: o Brasil.
Em discurso pronunciado na Câmara dos Deputados, em sessão da Assembleia Nacional Constituinte, aos 27 de julho de 1988, em resposta às críticas feitas pelo então presidente José Sarney, em cadeia de rádio de televisão, à nova Constituição que  se anunciava, para logo depois, taxando-a de ser responsável pela ingovernabilidade, o Doutor Ulysses afirmou, em voz vibrante, como lhe era peculiar:
“(…) Esta Constituição, o povo brasileiro me autoriza a proclamá-la, não ficará como bela estátua inacabada, mutilada ou profanada. O povo nos mandou aqui para fazê-la, não para ter medo. Viva a Constituição de 1988! Viva a vida que ela vai defender e semear!”
Ah! Como o Brasil deve ao Doutor Ulysses.
O poeta sergipano Tobias Barreto, em seu poema Pressentimento, diz:
“(…) Não posso caminhar sozinho/Por entre as sombras que esta vida encerra,/ Minha alma ansiosa quer voar da Terra,/Deixai esta ave procurar o seu ninho./ No pó que habito não terei as rosas/ As doces preces que os felizes têm;/ Pobres ervinhas brotarão viçosas,/ E o esquecimento brotará também”.
josegeraldoÉ fato que a alma do Doutor Ulysses, há muito, voou da terra. Porém, ao contrário do que pressentia o citado poeta, o Doutor Ulysses tem as rosas de todos quantos amam o Brasil e a democracia. E, por todo o sempre, jamais será esquecido. Isto não é possível, hoje, e nunca.
O Poeta Horácio, há mais de 2 mil anos, lançou o seu brado: “Eu não morrerei de todo (Non omnis moriar)”.
Ao que parece, esse poeta já prenunciava o Doutor Ulysses e o seu incomparável papel na construção do Brasil, fundamentado no Estado democrático de direito.
Vivas ao Doutor Ulysses: por assim dizer, o pai do Brasil.
*José Geraldo de Santana OliveiraConsultor jurídico da Contee


Aula de Leitura e produção textual! 
Após Greve de Professores e Funcionários da Educação do Paraná

PtD Professora Wilm@


domingo, 22 de fevereiro de 2015

Lugar de Criança é na escola

Sacada em Palotina no Pr, foto face Grupo Professores do Pr por Lucimara Bonfim

PUBLICA, UNIVERSAL, GRATUITA E DE QUALIDADE

Quando me contaram, eu não acreditei. Uma amiga me mandou a foto e, infelizmente, constatei que era verdade... esta faixa está pendurada em um apartamento da Av. Presidente Kennedy, em Palotina, município perto da cidade de Toledo, oeste do Paraná. Preservei a fachada do apartamento porque, ao contrário do dono da faixa, eu penso nas consequências dos meus atos. Mas é triste demais ver os professores tratados dessa forma. Todo o apoio à luta dos professores estaduais. Emoticon heart
EDITADO: algumas pessoas tem vindo me falar que é um desserviço à luta dos professores compartilhar esse tipo de imagem. Porém, lendo os comentários, várias reflexões importantes surgiram. Comentários que problematizam essa fala presente em muitos lares paranaenses mas que não são escandarados em faixas... Então, se você achar importante compartilhar a imagem, adicionar um texto que desconstrua esse tipo de discurso contido na faixa é uma forma de luta. Evite atacar a pessoa que escreveu essa faixa, lute contra o discurso. Não vamos espalhar ódio, vamos espalhar informação.
EDITADO II: aos ~colegas~ que sugerem ignorar postagens como esta, eu gostaria de dizer que não sou professora da rede estadual, não posso ir até Curitiba somar à luta e às vozes que estão lá, e que desconstruir esse tipo de discurso, e não ignorá-lo, é a minha forma de contribuir com a luta dos professores do Paraná. Que tipo de professor escolhe ignorar um discurso desse, gente? Apenas parem com esse discursinho preguiçoso e pseudo-conciliador de ''vamos ignorar esse tipo de postagem'' como se quem postasse isso fosse contra o movimento. Mais respeito com quem está do lado dos professores e não vai ficar quieto ao ver faixas com discursos como esses se espalharem por aí sem descontruir o que elas dizem... Não foi essa a formação docente que eu recebi dos meus queridos professores de Letras da Unioeste de MCR, nao é essa postura de ignorar os problemas que os professores de Palotina adotaram, não é pra abaixar a cabeça pra isso que eu sou professora!!!!

O que a professora acha disso:

EDITADO III Lugar de criança é na ESCOLA, publica, universal, gratuita e de QUALIDADE! A SEED fez nos últimos 3 anos, levantamento da estrutura física de todos nossos alunos, constatando, o que já sabíamos: Sedentarismo, altura e peso acima do previsto pela OMS (Organização Mundial de Saúde)! A medida que Richa tomou, assim que assumiu seu primeiro Mandato como Governador, contribuiu e muito para essa triste realidade, quando diminuiu de 05 para 2 aulas de Educação Física emnossas escolas. Agora, em 2015, com o pacotaço, a SEED está colocando Senhores pais e ou Responsáveis, sua(s) criança(s) mais 49 em uma sala de aula, é inviável para se ficar por 45 minutos, imagine por 4 horas?Ainda mais no Oeste do Pr, onde a temperatura oela manhã atinge 36*, a mantenedora não investe no porte elétrico das escolas, e não envia cotas financeiras para ar condicionados para instalação nas salas de aulas! Por esse motivo e outros, inclusive de qualidade no ambiente escolar, que não estamos em sala, pois lá, encontraremos sua(s) criança(s)

pTd professora Wilma

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Jornalista faz paralelo entre justiça

e injustiça social Juízes X Funcionários da EDUCAÇÃO

O post de hoje quero parabenizar o jornalista Fernando Parracho, da Rede Globo de Jornalismo, pela excelente reportagem paralelo que fez com a triste notícia do auxílio moradia dos Juízes e a tempestuosa greve no funcionalismo público educacional do nosso estado. São profissionais, homens como você que fazem nós educadores seguirmos em frente, como você disse, na “esperança” de que um dia as coisa estejam mais justas e mais humanas. Tenha a certeza que seu trabalho já faz parte de nossas AULAS, oratórias, exemplos pois é assim que se entra para a HISTÓRIA, Geografia, Ciências, Literatura, enfim que faz parte do que realmente importa para o futuro, que é a defesa da criança, do adolescente, do menos favorecidos e até mesmo de professores(as) “baderneiros(as)! Nosso Muito obrigada!

e injustiça social

Fernando é O jornalista que trabalha em defesa
 da escola pública e de qualidade

vejam a reportagem sobre o comentário acima


https://www.facebook.com/video.php?v=10206083827473369&set=vb.1192760718&type=2&theater

ENQUANTO ISSO ... NA SALA DA JUSTIÇA ...

Aqui no Paraná, Deputados andam de CAMBURÃO!Juiz não sabe nem que ano está?!Já eu!Sou professora, estou em Greve, fui chamada de "baderneira" porém, nunca andei de camburão, trabalho o mês, para pagar o anterior, assim, sempre sei exatamente que mês estou, pois não recebo auxílio moradia de 4.600,00 ‪#‎eutônaluta‬ para acabar com tamanha falta de respeito pela EDUCAÇÃO pública, universal, gratuita e de qualidade para o futuro do Brasil


Documento expedido com data errada por juiz de Foz do Iguaçu-Pr


E questionam nosso auxílio transporte de R$360,74
pTd professora Wilma
EsToU em greve

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Opinião de personalidades sobre a Operação Camburão de Tróia a La Beto Richa

Sugestão de Rafael Greca no Twitter
Conversa Afiada reproduz artigo do deputado Dr. Rosinha, extraído do Viomundo:

DR. ROSINHA: PSDB NÃO ACEITA PROCESSO DEMOCRÁTICO E NUVENS AMEAÇADORAS PERMANECEM SOBRE O CÉU DE CURITIBA


DR. ROSINHA*, especial para o Viomundo

A “DEMOCRACIA” TUCANA NO PARANÁ


No início da tarde da última quinta-feira (12), logo após as 14 horas, nuvens escuras começaram a se formar em todos os quadrantes (norte, sul, leste e oeste) do céu de Curitiba. Já perto das 15 horas, uma nuvem carregada se formou bem em cima do Palácio Iguaçu, sede do governo do Paraná.

Quem de longe acompanhava a formação destas nuvens imaginava uma tempestade sobre Curitiba. Neste exato momento, milhares de pessoas, de todas as idades, se concentravam, desde cedo, no Centro Cívico, em frente ao Palácio Iguaçu e à Assembleia Legislativa. Era o quarto dia de concentração e manifestação.

Os que na praça estavam, além de acompanhar o movimento das nuvens, acompanhavam também o movimento da tropa de choque da Polícia Militar. Sobre os manifestantes se armavam duas tempestades, uma vinda do céu e outra, da terra: a repressão.

No Centro Cívico, vários segmentos dos servidores, com apoio significativo da população, protestavam do lado de fora, na rua, na praça, no pátio da Assembleia Legislativa e também dentro dela. Viaturas e policiais por todos os lados (ruas, esquinas, praça), armados para uma guerra.

A chuva começa a cair. Bombas de efeito moral, a explodir. Há correria, para se proteger da chuva e da repressão. A grade de proteção da Assembleia é derrubada. Afinal, os manifestantes têm que se proteger.

Simultaneamente, mais e mais policiais chegam e, junto, dois carros blindados. Em um desses blindados vieram os deputados estaduais (que vergonha!) para votar a favor do ~Pacotaço~ do governador Beto Richa (PSDB).

Atenção: os deputados estaduais do Paraná vieram para a sessão dentro de um camburão. E mais: entraram após ter sido serrada a grade. Portanto, também derrubaram a grade que cerca o Legislativo.

Como os deputados vieram para a ‘guerra’, junto com eles, no camburão blindado, veio o secretário de Segurança Pública, Fernando Francischini.

Felizmente, a repressão não se deu como desejava o governador e seu secretário de segurança, que pretendiam esvaziar a praça a qualquer custo e permitir que os deputados votassem o ~Pacotaço~ do tucano Beto Richa.

Este é o segundo pacote de maldades de Richa em três meses. O primeiro foi no mês de dezembro.

Os deputados estaduais do Paraná, alegando que cumprem o Regimento Interno da Casa, têm o péssimo costume de aprovar a transformação do plenário em ~comissão geral~. Creio que é a única no Brasil que faz isso. Transformada em comissão geral, tudo é aprovado em poucas horas. Foi assim em dezembro, quando o primeiro pacote de maldades foi aprovado, em 24 horas.

Nas vésperas da posse para um novo mandato, Beto Richa enviou para a Assembleia um pacote de maldades: aumentos de impostos e da alíquota de contribuição dos aposentados. O plenário foi transformado em comissão geral e, com o “trator” ligado, tudo foi aprovado em menos de 24 horas.

Neste pacote, o governador do PSDB aumentou em 40% o valor do IPVA, 1% sobre o ICMS da gasolina e 8% sobre o ICMS de muitos outros itens (cerca de 90 mil), vários deles da cesta básica. Neste pacote também foi aprovada a cobrança de 11% da contribuição previdenciária sobre os salários dos servidores públicos aposentados e pensionistas.

Ironia: em dezembro, alegando quebra na previdência, aprova a cobrança dos aposentados e pensionistas. No pacote de fevereiro, propõe a retirada de R$ 8 bilhões do Fundo de Previdência dos servidores públicos para passar para o falido tesouro do Estado. Falido exatamente por ele, Beto Richa.

Como em dezembro tudo foi aprovado com facilidade, tentou neste fevereiro, às vésperas do Carnaval, repetir um segundo pacote de maldades. No dia 4 deste mês, Beto Richa (sempre é bom reafirmar, do PSDB) enviou dois projetos de lei. Num deles, o governador pede (um cheque?) carta branca para alterar o Regime de Previdência Complementar dos servidores estaduais.

O governador também propõe, entre outras, extinguir o direito ao quinquênio, limitar o valor do vale-transporte, alterar o modelo de contratação e rescisão dos PSS (contratação provisória de professores, que ainda esperam receber parte dos salários do ano passado), acaba com as promoções e progressões, dificulta a ascensão de professores(as) e funcionários(as) na carreira, ou seja, todos os requisitos levam à diminuição do número de (bons) funcionários e, consequentemente, ao sucateamento da educação pública.

A destruição da educação pública e universal também está ameaçada, pois o tucano está propondo o fechamento de mais de 2,5 mil turmas de sala de aula e a suspensão de cursos noturnos em comunidades carentes.

Ambos os pacotes são editados a partir do argumento de que o Estado está falido. Se, no mandato anterior, Richa colocava a culpa em seu antecessor e no PT (sim, no PT), neste segundo mandato vai culpar a quem?

Claro que jamais vai confessar a sua própria incompetência e incapacidade de governar. Então resolveu culpar os servidores públicos, que, felizmente, reagiram.

Reagiram e derrotaram, numa primeira batalha, este pacote de maldades. Como sabem que a vitória é só sobre uma batalha, e que a luta deve continuar, aprovaram a continuidade da greve e pedem a abertura de um canal de negociação.

Quem acompanhou de perto ou participou dos eventos da Praça Nossa Senhora de Salete neste dia 12 se emocionou e renovou o alento: o povo, consciente, sem necessidade de golpes, supera desmandos e muda o rumo, se necessário, de um estado, de um país. Ou seja, sem golpes, constrói a democracia.

Mas, como o PSDB não aceita o processo democrático, nuvens ameaçadoras permanecem, não apenas sobre o céu do Curitiba, mas sobre o céu do país.

*Dr. Rosinha, médico pediatra e servidor público, foi deputado federal.
Fonte Conversa Afiada com Carlos Henrique Amorim

Crônica As aventuras dos Deputados do Paraná

 e uma viagem no Camburão

Charge Blog do Esmael 
“O único jeito de vocês chegarem lá e eu garantir a segurança, a vida de vocês é assim.” A frase partiu do secretário de Segurança Pública, Fernando Francischini (SD). Era a primeira de várias frases fortes que ele pronunciaria naquela quinta-feira, que ficaria marcada como um dos dias mais tensos da história da política paranaense. Quem ouvia Francischini eram pouco mais de 30 deputados. O cenário é o Chapéu Pensador, uma sede alternativa do governo do estado, dentro do Bosque da Copel, no Bigorrilho. É pouco depois da hora do almoço.
Os deputados estavam por lá desde o fim da manhã. Foram convocados pelos grupos de Whatsapp, para uma reunião com o governador Beto Richa (PSDB), que desde o início da crise estava em uma espécie de autoexílio no Chapéu Pensador junto com alguns de seus principais assessores. A crise havia se acentuado na terça-feira, com a ocupação do plenário da Assembleia Legislativa – professores e sindicalistas revoltados com a possibilidade de votação ultrarrápida de um pacote de medidas de cortes de gastos tomaram a Casa e impediram a aprovação das propostas.
No Chapéu Pensador, Richa disse mais uma vez que aprovar as medidas era uma necessidade para aliviar o caixa do estado, que estava e está à míngua. A base tinha sido reduzida sensivelmente: dos 48 governistas, agora a Casa Civil só podia contar com 34 votos firmes na votação. Desses, nem todos estavam no Chapéu Pensador. Alguns, como Elio Rusch (DEM), estavam presos dentro da Assembleia. Os que sobraram tinham que decidir como entrar na Assembleia para fazer a votação. Foi aí que Francischini apareceu com sua proposta: um ônibus do choque.
O blog ouviu oito pessoas que estavam nas reuniões ou dentro do ônibus. Eles contam que havia uma outra possibilidade sobre a mesa – o uso de vans comuns, sem insulfilme. Mas havia um problema. Os manifestantes, que cercavam a Assembleia, conheciam o rosto de cada um dos deputados que anunciaram voto a favor do governo. Havia medo de que as vans fossem atacadas ao chegar ao Centro Cívico. O consenso foi pelo caminhão do choque.
“Foi uma ideia horrível”, diz um deputado pensando em retrospectiva. “Mas era a única maneira de garantir a nossa segurança. O Francischini garantiu isso. E realmente, se a gente tivesse ido de van, não sei o que ia acontecer”. Quase todas as declarações sobre o tema foram dadas sob cláusula de confidencialidade. Quando o blog começou a ligar para os deputados, a informação correu entre eles e teria surgido uma espécie de pacto – o que aconteceu no camburão fica no camburão. Aliás, eles fazem questão de lembrar que não se tratava de um camburão, mas de um ônibus da tropa de choque.
Dois deputados teriam se recusado a entrar no ônibus: Cobra Repórter (PSC) e Luiz Carlos Martins (PSD). “Achei meio deprimente entrar naquele ônibus. Parece coisa de regime de exceção”, diz Luiz Carlos Martins, que foi no carro do chefe da Casa Civil, Eduardo Sciarra, seu correligionário. Cobra Repórter conta que foi em seu carro, logo atrás do ônibus. “Entendo que estavam pensando na nossa segurança. Mas me senti mal de entrar no ônibus”, diz Cobra Repórter.
A viagem, na maior parte do tempo, foi tranquila. Mas o ônibus estava absolutamente superlotado. As versões sobre quem estava ou não estava no ônibus, inclusive, variam, porque ninguém tinha uma visão geral. Cada um só conseguia ver e ouvir os mais próximos. Os poucos lugares sentados foram usados pelas deputadas e mais alguns felizardos. Os outros foram de pé, apertados como quem viaja num coletivo lotado para ir ao trabalho às sete da manhã – certamente uma experiência pouco usual para a maioria dos parlamentares.
A tensão maior começou perto da Assembleia. Eles sabiam que era ali que estava a chance de confronto. O plano estava dando certo: as grades foram cortadas em um ponto onde não havia tantos manifestantes. Mas um dos manifestantes, assim que viu o ônibus se aproximar, correu e se deitou à frente dos pneus. Os deputados estavam a dez metros do falso portão aberto à força, mas a ideia era chegar mais perto. A polícia fazia isolamento do carro até a grade – mas ninguém tinha coragem ainda de descer.
Os deputados se dividiram. Acostumados a tomar decisões com calma, em plenário, dessa vez davam palpites desconexos sobre o que fazer, e tentavam se fazer ouvir pelo motorista. “Recua, volta!” “Não vai dar!” “Não tem como ir para trás!” E enquanto isso alguns manifestantes que tinham conseguido chegar ao local começaram a bater na lataria. Vários deputados ouvidos pelo blog acharam que eles iriam conseguir virar o ônibus.
“Essa foi a hora mais tensa”, diz um deles. “Nenhum de nós teve a lucidez de prever que era isso que esperava a gente. Se tivesse imaginado, ninguém teria entrado naquele ônibus.” “O que a gente sentiu foi cagaço”, diz outro. Primeiro, veio um silêncio absoluto dentro do ônibus. Depois, começaram a surgir vozes, algumas demonstrando todo o medo da situação. As mulheres gritavam mais. Os homens, talvez com medo de serem vistos amedrontados, tentavam se controlar. Mas houve quem confessasse ao blog que achava que ia morrer.
De dentro do ônibus, os deputados gritavam que a polícia não estava agindo para tirar o sujeito da frente do ônibus. Nessa hora, o secretário de Segurança, Fernando Francischini, desceu e, pessoalmente, tirou-o de lá. Depois disso, vários deputados elogiaram muito o secretário. “Ele foi muito parceiro”, diz um deles.
Depois disso o ônibus teria andado, no máximo, mais alguns metros. E todos receberam a ordem de descer. “Nessa hora a gente nem sabia onde estava o portão. Era um caminho curto. Mas deu muito medo”, disse uma entrevistada. “Tinham jogado de tudo na gente. Garrafa, pedra”, diz outro. No fim, todos conseguiram passar pela grade, até os que vinham nos carros logo atrás.
Chegar na Assembleia, no entanto, como eles bem sabiam – e como ficaria provado mais tarde, com a tentativa de invasão do prédio onde ocorreu a sessão – não significava estar em segurança. “Desde aquela hora o nosso medo era a saída”, diz um deputado de primeiro mandato. “Como íamos sair dali depois de votar os projetos?” Embora todos tenham consentido em entrar no ônibus, muitos visivelmente se arrependeram. “A gente tinha que ir. Tinha que votar. Mas foi lamentável o que nós vivemos.
fonte G1 notícias

O olhar do foco da foto

Esse post, é digitado com o coração sangrando, pois nunca a fotografia esteve tão presente em uma luta tão próxima à mim. Como Educadora e professora de Língua Portuguesa, ao ver a imagem, o espelho d'água se confundiu com minhas lágrimas, a posição do Mestre, ajoelhado, minhas orações a cada nova notícia dos amigos, colegas que deixaram seu lar rumo a Praça Nossa Senhora da Salete, no rosto o meu cansaço, dor, fado...mas as flores...há as "flores"!!! Erguida firmemente pelas mãos que ensinam, como uma espada com nobres poderes...mas é apenas flores...que olorem, perfumam, apaixonam, inspiram, acalmam, esperam e pedem...delicadamente... para a "segurança estar de volta"! Para a vida ter pausa! Ter trégua, justiça e trabalho digno! 
Pois a vida está sem aula! 

Professora do quadro próprio do Magistério do estado do Pr, Wilma Nunes Rangel

Paulo César, o protagonista da foto de Roody Reis/Facebook,
 sintetiza o caráter pacifista do movimento anti-Beto Richa no Paraná.

"A FLOR QUE CURA A DOR"

Um dos meus momentos mais marcantes como fotografo, 
não apenas em ter a oportunidade de estar junto e apoiando
 a luta de nossos educadores, mas por ainda acreditar que a
 união faz a força e que um pequeno gesto de amor 
ainda toca o coração das pessoas.

Parabéns professores, vocês mostraram ao Brasil

 como se faz uma revolução armados apenas
 com SABEDORIA, ÉTICA, UNIÃO, AMOR e vontade
 de transformar o mundo em um lugar melhor
 e justo para todos. (Roody Reis)

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

O jeito "Veneriano" do Deputado Tadeu

'O DEFENSOR'Dos Funcionários 

da Educação do Paraná

Não sou de fazer política, nem de erguer bandeiras...sou de viver o obvio, como diz meu irmão Zeca, sigo as palavras dele - Eu sou do povo...Eu sou um Zé Ninguém..
Mas nesse post clicarei uma EXCESSÃO a regra...que na verdade são regras...De que todo político é igual! De que todo político não presta! - Político não é confiável! ...enfim...

O nome realmente foi difícil de gravar...rsr Tadeu...( sei que vocês alunos, alguns leitores internautas também)...lembrarão da música...seu Delegado prende o Tadeu...É na nossa história também tem um delegado..que com toda certeza também...bom mas isso é outro post...O nome não combinava com o que fui conhecendo (pela Tv) do Tadeu Veneri,(mas, ainda continuo achando que o Deputado não tem cara de Tadeu), já o sobrenome Veneri combina...não sei a origem...mas a fonética ao pronuncia V.e.n.e.r.i ... tem tudo com o que fui despertando por essa personalidade que estava a nos defender, cumprindo seu trabalho fielmente, como sempre desejei que os Candidatos que votei fizessem e olha que nunca votei nele! E voto desde... como ia dizendo...vamos ao que interessa, quem é Tadeu Veneri


Conheça um pouco mais sobre Tadeu Verneri, o  filho e neto de ferroviários, que nasceu em União da Vitória e mudou-se em 1972, para trabalhar em Curitiba. Em 1974, começou a estudar Psicologia, na Universidade Católica do Paraná e Universidade Federal do Paraná. Veneri tem quatro filhos e dois netos.

Ex-funcionário do Banco do Brasil, Veneri começou sua militância política no movimento sindical. Seus mandatos parlamentares foram construídos nas lutas populares e sindicais e no compromisso com a defesa da classe trabalhadora. Ele atuou em todo o estado, na década de 70, ajudando na organização dos trabalhadores e na construção da oposição sindical dos bancários em vários municípios do interior.

Veneri foi membro do diretório nacional do PT entre 2005 e 2007. Em 2005, ele disputou a presidência do diretório estadual do PT. Em 2008, Veneri concorreu às prévias para a escolha do candidato do partido à prefeitura de Curitiba. Ele obteve 44,5% dos votos válidos concorrendo com a atual ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que foi indicada candidata.

Na Assembleia Legislativa, Veneri é presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania e membro da Comissão de Constituição e Justiça. 


Carreira dos professores
O deputado estadual Tadeu Veneri foi um dos mais ativos parlamentares na discussão e aprovação do plano de cargos, carreira e salários dos professores da rede estadual de ensino. Como presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esportes, Veneri conduziu as negociações entre a APP-Sindicato e a Secretaria de Educação para a aprovação de vários avanços na carreira e nos salários da categoria, a maior do serviço público estadual. 

Assédio Moral no serviço público
Um dos projetos mais discutidos do deputado Tadeu Veneri na Assembleia Legislativa é a punição de atos de assédio moral na administração pública estadual, por 22 votos a 20. Em duas vezes, o projeto foi aprovado pela Assembleia Legislativa e vetado pelo governo do Estado. Com o apoio de todos os sindicatos e entidades de trabalhadores do serviço público, a proposta de Veneri estabelece que os casos comprovados de assédio moral devem ser tratados de diferentes formas que vão desde a aplicação de medidas educativas, como curso de reciclagem e aprimoramento profissional para os responsáveis, como suspensão, multa e exoneração em casos de reincidência.
facebook professores do Paraná postagem de Lúcio Lopes

NO DIA 10/02/15 VOTOU "NÃO" CONTRA A COMISSÃO GERAL DO "PACOTAÇO". FOI O DEPUTADO QUE MAIS LEVANTOU A VOZ A FAVOR DOS TRABALHADORES E DO POVO DO PARANÁ NOS DIAS 09, 10 E 12 DE FEVEREIRO DE 2015 NO EMBATE CONTRA O "PACOTAÇO". TADEU VENERI ESTÁ EM SEU TERCEIRO MANDATO E JAMAIS TRAIU OS TRABALHADORES. NA ASSEMBLEIA É O MAIOR FISCALIZADOR DO EXECUTIVO E AUTOR DE MUITOS PROJETOS PARA MELHORAREM A VIDA DO POVO DO PARANÁ; É NA ASSEMBLEIA GRANDE DEFENSOR DOS SERVIÇOS PÚBLICOS E DOS SERVIDORES DO PARANÁ; PARA CONHECÊ-LO VISITE SUA PÁGINA FACE
facebook professores do Paraná postagem de Lúcio Lopes

NO DIA 10/02/15 VOTOU "NÃO" CONTRA A COMISSÃO GERAL DO "PACOTAÇO". FOI O DEPUTADO QUE MAIS LEVANTOU A VOZ A FAVOR DOS TRABALHADORES E DO POVO DO PARANÁ NOS DIAS 09, 10 E 12 DE FEVEREIRO DE 2015 NO EMBATE CONTRA O "PACOTAÇO". TADEU VENERI ESTÁ EM SEU TERCEIRO MANDATO E JAMAIS TRAIU OS TRABALHADORES. NA ASSEMBLEIA É O MAIOR FISCALIZADOR DO EXECUTIVO E AUTOR DE MUITOS PROJETOS PARA MELHORAREM A VIDA DO POVO DO PARANÁ; É NA ASSEMBLEIA GRANDE DEFENSOR DOS SERVIÇOS PÚBLICOS E DOS SERVIDORES DO PARANÁ; PARA CONHECÊ-LO VISITE SUA PÁGINA FACE

Esse merece todo o meu respeito...Veneri! Profissionalmente bancário...mas diria que tem o coração de Professor! Homens com tais atitudes, valores, pulso, caráter, sinceridade precisam estar não só na política mas no nosso cotidiano! Me detive a assistir as sessões da Assembléia Legislativa do Estado do Paraná, durante a transmissão senti que o nobre Deputado Tadeu Veneri, tentava dar aulas de Moral e Cívica para a bancada da situação, e encantava pela emoção embargada na voz rouca e tensa, nas pausas em que media as palavras, na certeza e na vontade de que talvez fosse acontecer um milagre, com a esperança tão forte, mas tão forte...que nós também acreditávamos que fosse acontecer...ele dizia. _ Companheiros pensem no que vão fazer...isso mudará a história!!! A sua história e a do povo paranaense! E com aquela certeza "verneriana"..admirado Deputado... realmente mudou! (facebook Wilma Nunes Rangel)


Esse merece todo o meu respeito...Veneri! Profissionalmente bancário...mas diria que tem o coração de Professor! Homens com tais atitudes, valores, pulso, caráter, sinceridade precisam estar não só na política mas no nosso cotidiano! Me detive a assistir as sessões da Assembléia Legislativa do Estado do Paraná, durante a transmissão senti que o nobre Deputado Tadeu Veneri, tentava dar aulas de Moral e Cívica para a bancada da situação, e encantava pela emoção embargada na voz rouca e tensa, nas pausas em que media as palavras, na certeza e na vontade de que talvez fosse acontecer um milagre, com a esperança tão forte, mas tão forte...que nós também acreditávamos que fosse acontecer...ele dizia. _ Companheiros pensem no que vão fazer...isso mudará a história!!! A sua história e a do povo paranaense! E com aquela certeza "verneriana"..admirado Deputado... realmente mudou! (facebook Wilma Nunes Rangel)

Esse merece todo o meu respeito...Veneri! Profissionalmente bancário...mas diria que tem o coração de Professor! Homens com tais atitudes, valores, pulso, caráter, sinceridade precisam estar não só na política mas no nosso cotidiano! Me detive a assistir as sessões da Assembléia Legislativa do Estado do Paraná, durante a transmissão senti que o nobre Deputado Tadeu Veneri, tentava dar aulas de Moral e Cívica para a bancada da situação, e encantava pela emoção embargada na voz rouca e tensa, nas pausas em que media as palavras, na certeza e na vontade de que talvez fosse acontecer um milagre, com a esperança tão forte, mas tão forte...que nós também acreditávamos que fosse acontecer...ele dizia. _ Companheiros pensem no que vão fazer...isso mudará a história!!! A sua história e a do povo paranaense! E com aquela certeza "verneriana"..admirado Deputado... realmente mudou!

A carta que Beto Richa deveria receber

Governador Beto Richa

Talvez você nem saiba que eu exista, embora eu já tenha o visto em algumas mesas regadas a uísque 12 anos pelo interior do Paraná, rodeado por alguns cumpinchas a quem eu tive o desprazer de coordenar e alinhar a comunicação. Mas isso não importa. O que eu quero lhe dizer é que baderneiro, governador; é moleque mal criado que faz racha com deputado na madrugada e tira a vida de dois jovens trabalhadores,o senhor sabia?. Baderneiro é liderança estadual que fecha andar inteiro de hotel no interior e enche de menininhas para "festas" privadas,não sei se o senhor sabe.. Quero dizer mais; baderneiro é quem causa a desordem, como o senhor causou, nas contas do estado e, como uma criança que não aprendeu a dividir, quer pegar o que é dos outros para pagar os erros que cometeu. 
Baderneiro, governador, é o cidadão que não respeita o professor, o servidor, que tenta ludibriar e enganar as pessoas com palavras bonitas e sorrisos falsos. O senhor,governador, badernou a democracia do estado, a ordem das coisas, o senhor e esse bando de cupincha que ajudou a eleger como deputados para que seus gostos e suas vontades fossem feitas. O senhor, governador, mostrou não ter o pulso e o caráter de seu pai, que meu pai, professor aposentado da rede estadual, tanto lembra e admira; o saudoso Zé Richa. É isso que eu queria lhe dizer, "governador": perto do que seu pai foi, você não passa de um menino mimado e baderneiro. Passe bem.
Neto Rodrigues.


Fonte publicada por Daniela Macagnan via Facebook 13;02;15 17h31 editado
pTd professora Wilm@
EsToU em greve


Meça as suas palavras quando se referir aos meus professores

Escrita perfeita de Margot Jung

 da Folha de Londrina

Margot Jung
Governador não chame os nossos professores de baderneiros. Anarquistas alguns são mesmo, comunistas também, mas baderneiros não.
Eu não estava lá, não sei se houve algum tipo exagero por parte dos nossos mestres, mas se houve, eu entendo o lado deles.
Sabe governador, a paixão causa rompantes, exageros, paixões as vezes nos tiram a razão e nos fazem cometer desatinos, principalmente quando o alvo da nossa paixão é colocado em risco.
O Sr. já deve ter passado por isso também, todos nós passamos. E os educadores do nosso estado são apaixonados pelo que fazem, porque, convenhamos, com todas as mazelas que sofrem (e não estou falando só de salários e estrutura das escolas não, existe toda uma desvalorização por parte dos alunos e de alguns seguimentos da sociedade), só com muito amor mesmo pra não desistir.
Após esses dias de ocupação, foi bonito ver as declarações de dois deputados, um da oposição e outro da base do governo, dizendo o que os professores ensinaram a eles com tudo o que aconteceu. Eu achei bonito porque eles cumpriram seu papel, afinal são os nossos mestres e é isso que eles fazem: ensinam.
Lembra na escola Governador, quando a gente queria fazer bagunça, não prestar atenção na aula? Nossos professores nos olhavam feio, nos davam broncas e muitas vezes nos deixavam de castigo e isso foi positivo pro nosso crescimento e aprendizagem.
O que os professores do estado fizeram nesses dias foi exatamente isso, e por mais que não tenha sido do jeito que deixasse todo mundo feliz, eles nos ensinaram uma grande lição, mais uma: Uma democracia é feita de discussão, de pontos de vista diferentes e eles precisam ser discutidos. Em uma democracia Sr., as coisas não podem passar por decreto.
Para finalizar, ainda que tenha ocorrido algum problema, reafirmo, foi por paixão. Tanto foi, que depois que sentiram que sua paixão não corria risco imediato, nossos mestres, como grandes professores de civilidade, desocuparam a ALEP, e mais, arrumaram a casa e a devolveram em ordem.
Eles tiraram o seu amor do perigo imediato e já podem descansar um pouco. Só lembre que essa paixão é eterna e o apaixonado está pronto pra voltar ao combate caso o objeto de sua paixão seja novamente ameaçado.
A gente sabe que o Sr. está bravo, porque assim como, quando na escola os professores não te deixavam fazer bagunça, agora eles impediram que o Sr. aprovasse as medidas que acredita serem necessárias.
Mas por favor, meça as suas palavras quando se referir aos meus pais, aos meus tios, aos meus amigos e colegas, aos meus professores, tanto aos da escola, da faculdade, como aos da vida.
Espero que, com esse movimento, o Sr tenha aprendido a lição que faltou na escola, uma velha lição que diz: Manda quem pode e obedece quem tem juízo. Nesse caso, Sr. Governador, espero que o Sr. tenha criado um pouco de juízo, porque quem manda são eles.