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sexta-feira, 10 de junho de 2016

Assuntando Ariano Suassuna


O sonho é que leva a gente para a frente. Se a gente for seguir a razão, fica aquietado, acomodado.
Ariano Suassuna




Estendendo e detonando a evolução com sua simplicidade




Assista ao vídeo 
Assisti recentemente a uma conferência de Ariano Suassuna, que me levou a algumas reflexões teológicas. Aliás, não foi bem uma conferência; foi uma aula show. Talvez o mestre paraibano, por sua natural modéstia, não aceite essa designação. Mas, no momento, não acho outra melhor; vai essa mesma. Naquela uma hora e pouco em que permaneci ligado à internet, passei a conhecer outro aspecto da rica personalidade do poeta e romancista, que jamais escondeu o seu amor pelas coisas sertanejas e incompreendidas de nossa terra. Descobri que, sob aquela imensa cultura que transcende estilos e discursos, há um cristão que não se envergonha do Cristianismo.

Boa parte dos intelectuais faz questão de se declarar ateia. Acha essa gente que a descrença em Deus é aquele derradeiro toque que não pode faltar à formação do homem pós-moderno. Eles são fruto de uma academia que, incapaz de ver além de seus horizontes, reduziu-os a pensar que, no arcabouço das conquistas humanas, a religião é um detalhe mero e descartável. Ariano Suassuna não pensa assim. Embora conheça profundamente a filosofia, e sendo ele mesmo filósofo, faz questão de declarar a sua fé nas crenças bíblicas, entre as quais, durante aquela sua palestra, empenhou-se por destacar o Criacionismo.
O prendedor de roupas


Com um sotaque encantador, que lembra o Nordeste e não esquece o Brasil, Suassuna começou, num daqueles parêntesis que só ele consegue fazer, a encarreirar os absurdos de Darwin. Num dado momento, disse que tiraria algo de sua pasta, a fim de provar as incongruências do Evolucionismo. Ele deixou bem claro que não seria a nona sinfonia de Beethoven, nem a Divina Comédia, de Dante Alighieri, pois não queria humilhar os macacos.

Depois de revirar a sua velha e surrada pasta, tirou dali um prendedor de roupas. Em seguida, passou a mostrar o engenho simples, porém eficientíssimo, daquele instrumento que, em todo o mundo, democratiza as roupas, unindo-as em fios e arames comuns. Depois de exibir o mecanismo daquele solitário objeto, acrescentou: “Quem inventou este prendedor é um gênio. Com simples movimentos, prendo e solto minhas roupas. Logo, o macaco nem daqui a quinhentos milhões de anos conseguiria criar algo parecido”.

Sei que algumas pessoas naquele auditório não gostaram do comentário do autor do Auto da Compadecida. Como ninguém ousasse manifestar-se, Ariano prosseguiu afirmando que é mais lógico acreditar no Gênesis da Bíblia Sagrada do que no enredo de Charles Darwin.
A tirania do politicamente correto

Ariano Suassuna deixou bem claro não estar nem um pouco preocupado com o politicamente correto, essa tirania pós-moderna que nos impede de dizer o que pensamos. Aliás, quando alguém antepõe a locução “politicamente correto” a um discurso, na verdade quer dizer: esquerdista ou ateisticamente correto. Isto porque, hoje, não se pode falar, nem sequer pensar, fora dessas fronteiras. Se nos atrevemos a nos expressar além desses limites, logo aparece um representante da esquerda, ou um apóstolo do ateísmo, para impor-nos a sua censura. Sim, justamente eles que tanto apregoam a liberdade de expressão.

O bom e velho Suassuna, porém, mostrou que não podemos curvar-nos à tirania do politicamente correto. Devemos, sim, manifestar-nos com transparência e franqueza. Caso contrário, o politicamente correto transformar-se-á num monstrengo semelhante à Revolução Cultural de Mao Tsé-Tung. Aliás, tal fantasma já vem assustando até mesmo democracias fortes e vigorosas como a norte-americana. Se não nos precavermos, virá o dia em que todos teremos de portar um livrinho vermelho, indicando-nos o que falar e pensar. Aliás, desconfio de que tal documento já esteja no prelo, pois não são poucas as tentativas de calar-nos a boca e sufocar-nos a consciência.
Voltemos, porém, ao prendedor de roupas de Ariano.
Nem Aquino, nem Newton

Depois de ouvir Suassuna, constatei que não preciso de Tomás de Aquino, a fim de provar a existência de Deus. Posso substituir as cinco vias do teólogo italiano pelo único prendedor de roupas do poeta de João Pessoa e de todas as gentes. Sim, dois gravetos movidos por uma molinha de metal são suficientes para mostrar que Deus realmente existe e que o homem não é fruto de evolução alguma.

Na apologia da fé cristã, usamos às vezes complicados argumentos cosmológicos, e não deixamos de reclamar a ajuda de Newton. Mas, para quem está disposto a crer, basta um apertãozinho do prendedor de Ariano, e as vestimentas do bom-senso logo se ajustam ao corpo da fé cristã. Por que, então, a complexidade da mecânica celeste se temos um mecanismo tão singelo e prosaico como o prendedor de roupas do poeta?
Uma parábola que não foi escrita

Não sei dizer se à época de Jesus já existia prendedor de roupas. Mas, caso existisse, daria uma boa parábola, pois o Senhor, conquanto Mestre dos mestres, era um homem simples e apreciador das coisas singelas. E de cada uma destas, tirou preciosas lições. Da pequenina semente da mostarda, extraiu Ele a grande doutrina da fé. Na dracma perdida, fez-nos achar o real valor da vida. E com a ovelhinha que se extraviara, tangeu-nos ao Bom Pastor.

Jesus também nunca se dobrou ao politicamente correto. Acho que Suassuna muito aprendeu com o Nazareno. Para o homem que se apresentou como a própria verdade, a mentira, ainda que aceita pela sociedade, sempre traz prejuízos à nação. Por isso, entre a aparente correção do pós-modernismo, que tem na velha e matreira serpente a sua inspiração, façamos como o mestre paraibano. Mostremos que há mais proveito num prendedor de roupas do que em teorias esdrúxulas e esquisitas como a de Charles Darwin.

Ptd: Wilma
Do Blog CPADNEWS P Claudionor

Ariano Suassuna, seus causos e sua intransigência na defesa da cultura popular

Ariano Suassuna continua com a língua afiada, como ele mesmo diz, para atacar qualquer coisa que ela acha que possa conspurcar a verdadeira cultura popular brasileira. O saco de pancado escolhido para esta noite [29/11/2009] foi a banda Calypso, que ele esculhambou pelo menos em três ocasiões diferentes, em sua aula-show no Centro Cultural Sesc [Cine São Luiz].
No começo, um pouco de autoironia: disse que já está um pouco cansado de repetir as mesmas coisas. E que sente pena de sua mulher que o acompanha em todas as palestras “ouvindo sempre as mesmas histórias”. Contou como começou a namorá-la, “em 20 de agosto de 1947” – e diz que só a conquistou, pois as “moças bonitas costumam ter mau-gosto”, referência à sua suposta feiúra. “Eu tive sorte”. Choveram aplausos.
Passou três filmes de música e dança que compõem um projeto que leva artistas para as cidades do interior de Pernambuco – atividade que ele realiza como secretário da Cultura de Pernambuco. Aproveitou para comparar um dos bailarinos com Michael Jackson, puxando a brasa dos elogios para o brasileiro.
O ponto alto da palestra foi o tributo que ele fez a Leonardo Mota, o cearense de Pedra Branca, de quem em venho publicando alguns textos neste blog [veja aqui]. Mostrou uma foto do mestre Leota, a mesma que pode ser vista no link.
Ariano diz que sempre gostou, desde menino, de livros e de cantadores. Quando descobriu, nas escrituras de Leonardo Mota, que os cantadores eram “objeto de livro”, percebeu  também que “eles eram respeitados”.
“Foi o primeiro escritor que me chamou a atenção para o romanceiro popular, eu devo muito a ele: tudo o que eu escrevo tem essa marca”, disse, citando os livros “Violeiros do Norte” [1925] e “Sertão alegre” [1928], que eram da biblioteca do pai de Ariano, de quem mestre Leota era amigo.
“Eu presto a minha homenagem a ele, um cidadão que honra o Brasil”, disse Ariano, lamentando o esquecimento a que Leonardo Mota vem sendo relegado.
Piada
Ao criticar o hábito que muitos têm de pôr nome americanizado nos filhos, Ariano contou a história de um amigo dele, com quem trabalhou, de nome Clomilton [a mãe Clotilde, o pai, Milton]. Disse que quando lhe nasceu o primeiro filho, Clomilton lhe pergunta que nome  lhe daria: Joaquim, responde Ariano.
Clomilton estranhou que um homem “estudado” como Ariano pusesse um nome tão comum no filho. Ariano pergunta que nome Clomilton pusera no filho dele, que nascera há alguns meses: Walton Alighieri, responde Clomilton. Um nome de respeito.
Ariano conta outro “causo” acontecido com o mesmo Clomilton, que era gago. Um dia Ariano liga para seu trabalho, atende Clomilton:
– Aaalô.
– Clomilton, Ariano.
– Peraí que eu vou chamar.
– Mas, Clomilton, é Ariano.
– Deixa de ser avexado, já tô indo chamar.
[Volta]
– Ariano não está.
– Eu sei que ele não está.
– Se você sabe que ele não está, por que ligou?
– Clomilton, deixa de ser doido, é Ariano que está falando.
– Agora danou-se. Você liga para você mesmo e diz que o doido sou eu?
[Risos e aplausos]
Mais
? Todas as cadeiras do Cine São Luiz estavam ocupadas e ainda tinha gente sentada no chão.
? Lá pelo meio da palestra alguém leva uma bandeira do Estado do Ceará e cobre com ela a mesa que serve de apoio a Ariano. Ao fim da aula-show Ariano mostra a bandeira e a beija.
? A palestra foi entrecortada de aplausos. A cada frase, choviam palmas. Uma maneira meio besta de se comportar, eu acho, mas não é exclusidade do público cearense. Na Flip [Feira Literária de Parati], na palestra de Gay Talese, bastava ele abrir a boca para ser ovacionado [vi por vídeo]. Ariano merece respeito e aplausos, mas bater palmas a cada segundo, sei lá…
? O tema oficial da aula-show foi “Raízes populares da cultura brasileira”, no encerramento 

 “Ariano Suassuna, seus causos e sua intransigência na defesa da cultura popular


  1. a aula-espetáculo (e que nome mais estranho!) foi muito bacana. ariano suassuna pode não ser reconhecido em aviões, ou no térreo da Universidade onde leciona, mas é reconhecido como legítimo defensor da cultura popular, cultura das origens negras e indígenas; e precisamos dessas pessoas sempre por perto para suscitar reflexões, garantir desconfortos na poltrona e aguçar a percepção para o que normalmente esquecemos de observar no âmbito da cultura.
    de toda maneira, exageros não me agradam. suassuna é “cabra arretado”, merece ser estimado e respeitado; no entanto, seu radicalismo, muitas vezes, aproxima-se do conservadorismo. aliás, nele, confundem-se.
  2. “em sua aula-show no Centro Cultural Sesc…”
    Se Ariano lesse isso, ele criticaria. Na coletiva que ele deu ontem, um repórter perguntou sobre a “aula-show” e ele respondeu: “Não é aula-show, é aula espetáculo, show é uma expressão que a gente usa pra espantar galinha”, e se referiu ao inglês como uma “língua bárbara”.
    Sou muito admirador do Ariano Suassuana, mas a anglofobia dele me incomoda. Show já é uma palavra usada no Brasil todo. Já morei no interior do interior do Ceará, e lá essa palavra comum no dia a dia de lá.
    Também houve o problema nos slides (não imagino a palavra em português que ele usaria no lugar de slides) e acabou não tendo a aula como ele planejara.
    A reportagem com trechos da coletiva foi exibida na TV O POVO e pode ser vista aqui: http://www.youtube.com/watch?v=yBsj0Ryyrn4

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Onde surgiu e QUEM enganou o BOBO na CASCA DO OVO??

As teorias do "Enganei um bobo na cas do Ovo"... Você conhece?


O termo "enganar o bobo na casca do ovo" já foi (praticamente não ouço mais isso hoje em dia) muito usado pelas pessoas quando uma outra era enganada, feita de tonta. Mas será que isso é só um ditado qualquer? Ou será que surgiu por um motivo? Confira então três explicações para o ditado!

primeira explicação que encontrei diz que, antigamente, gambás e outros bichos faziam furos nos ovos das galinhas para comerem a gema e a clara, deixando só a casca. Os criadores, para não sairem prejudicados, misturavam esses ovos com outros bons e, assim, comercializam eles sem problemas. Para zuar aqueles que compravam e não faziam idéia da "brincadeira", os comercializantes iniciaram o "enganei um bobo na casca do ovo".


Já a segunda explicação, que é mais complexa, diz que a princesa Isabel vivia falando que era impossível manter um ovo de pé. Muitas pessoas, intrigadas com aquilo, tentavam realizar o feito a fim de provar para a rainha que era possível. Eis então que surge um homem aparentemente inteligente a procura da rainha dizendo que poderia manter um ovo em pé. Uma data foi marcada e então, para grande surpresa, realmente o tal homem conseguiu manter o ovo em pé. Mas como? Muito esperto, o homem havia pré-cozido o ovo e feito em sua base uma pequena quebra. Assim o ovo facilmente se equilibrou. Portante ele "enganou uns bobos na casca do ovo".

Há ainda uma terceira explicação, que é meio parecida com a primeira. Ela diz que há anos atrás um comerciante, chamado Derik, recebeu uma encomenda de 150 dúzias de ovos feita por um nômade rico. Para sacanear, o comerciante acabou vendendo vários (se não todos) dos ovos com furos na casca, eliminando todo o conteúdo. Portanto o rico homem acabou pagando por cascas de ovos, e não ovos em si. Eis então que surge o "enganei um bobo na casca do ovo".

Apesar dessas explicações, muitos acreditam apenas se tratar de um ditado qualquer criado para cantigas e brincadeiras infantis, feito somente pela rima, sem uma história ou "porquê". 

E você, acredita em que?
Fonte: http://blogaleatoriedade.blogspot.com.br/2012/09/as-teorias-do-enganei-um-bobo-na-cas-do.html

Como surgiu O Bobo da Corte?

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Tudo indica que eram os melhores comediantes da sua época, a Idade Média. Ao contrário do que muita gente pensa, esses plebeus pagos para entreter a nobreza e a realeza não eram loucos, nem faziam parte do time de vítimas de deformidades físicas, como corcundas e anões, que muitas cortes adotavam como circo particular. "Os bobos da corte não eram nada bobos. Eles possuíam várias habilidades: versejavam, faziam malabarismos e mímica. Eram, principalmente, gente com talento, sabedoria e sensibilidade para divertir os outros", afirma o historiador Nachman Falbel, da USP.
Principalmente nos séculos XIV e XV, o bobo fazia parte do grupo de artistas sustentados pelas cortes, junto com pintores, músicos e poetas. Quem melhor definiu sua posição junto aos poderosos foi o gênio do teatro inglês William Shakespeare (1564-1616), que destacou a figura dos bobos dando a eles papéis de grande importância em sua obra. "Em peças como Rei Lear e A Noite de Reis, o bobo é o mais esperto dos personagens. Ele tem licença para falar aquilo que ninguém mais ousa dizer", diz John Milton, professor de Literatura Inglesa da USP. A liberdade do personagem é tão grande que ele chega a criticar os próprios reis, com comentários ácidos e que divertem o público. "No teatro de Shakespeare, o público não ri dos bobos da corte, ri junto com eles", afirma Milton.
Fonte: Revista Mundo Estranho, site oficial, acesso em 06/06/16, 23:12

Fábio Marton
Muita gente conhece os bobos da corte graças à 14ª carta do baralho. Mas, após 355 anos de mau humor, eles voltaram para assumir seu lugar na Inglaterra, a monarquia mais célebre do mundo.
A organização estatal English Heritage, que se dedica a manter as tradições inglesas, fez como manda o figurino e publicou no jornal The Times um anúncio com o título “Nós não estamos de bobeira”, procurando por candidatos “joviais, dispostos a trabalhar nos fins de semana (...) e com vestimenta própria”. O ex-professor de inglês Nigel Roders, também conhecido como “Kester, o Bobo”, foi eleito em 2 de agosto, após uma audiência pública com seis outros candidatos – incluindo uma francesa que recitava poesia. “Ele terá que divertir e provocar. Mas, se falhar, não corre mais o risco de ser decapitado como antes”, diz Tracy Borman, diretora da English Heritage.
A tradição do bobo da corte começou no Egito antigo e perdurou até meados do século 19. Entre os séculos 12 e 17, da China à Inglaterra, passando pela Índia e Itália, toda monarquia que se prezasse tinha seu bobo. A Inglaterra perdeu o seu em 1649 com a república de Oliver Cromwell. A monarquia voltou, mas o bobo não. Agora, a família real torce para que as bobagens do novo empregado possam desviar a atenção de suas trapalhadas.
Fonte: Revista Superinteressante, site oficial, acesso em 06/06/16, 23:h13
PtD: Wilma Nunes Rangel

Conheça a realidade dentro dos castelos e associe às questões da Revisão

Coletânea de Leitura:

Leia a coletânea e garanta sua nota máxima na Avaliação parcial, leia a coletânea que fará parte das questões sobre os temas da Obra do nosso projeto de Leitura! 

1) Como era a vida em um Castelo Medieval;
2) E para o vencedor as batatas!

Como era a vida em um castelo medieval?

Por Roberto Navaro
Medieval
Apesar de toda a imponência dessas construções, o cotidiano não era muito agradável, não. "Além de não contar com conveniências como água corrente ou aquecimento central, o dia-a-dia dos moradores era barulhento e desconfortável", diz a historiadora britânica Lise Hull, autora do livro Scotland and the Castles of Glamorgan ("A Escócia e os Castelos de Glamorgan"). Os primeiros castelos surgiram na Europa Ocidental ainda no século 9, construídos com terra, madeira e camadas de pedras para reforçar a estrutura contra ataques. O modelo mais conhecido, o das fortificações protegidas por muralhas e cercadas por fossos alagados, apareceu na França, no século 10. A arquitetura dos castelos era única: não havia dois iguais, mas a maioria deles partilhava características comuns, como a existência de um salão, de aposentos exclusivos para o senhor do castelo, de uma capela e de uma torre para os guardas.
Para a maioria dos moradores, um dia típico começava ao nascer do Sol. Algumas camareiras dormiam no chão do quarto do senhor e de sua dama, cuja privacidade era garantida apenas por uma armação de tecidos em volta da cama. Depois de se vestirem, o senhor e sua família iam ao salão para tomar um café da manhã regado a pão e queijo, e logo seguiam para a missa diária na capela. O almoço, servido entre as 10 da manhã e o meio-dia, incluía três ou quatro pratos principais e podia ser acompanhado por apresentações de malabaristas. Durante o dia, enquanto o senhor cuidava da administração, da justiça e da coleta de impostos do feudo, sua esposa tratava da educação dos filhos e supervisionava camareiras e cozinheiras. À noite, apenas uma leve refeição - em geral, uma sopa. Alimentados, os senhores voltavam ao quarto, enquanto os servos se espalhavam pelo chão do salão ou em câmaras no interior da torre.
Bagunça feudalFortificações de pedra eram escuras, barulhentas e tinham pouca higiene
1. ALMOÇO ANIMADO
Geralmente situado no andar superior, o salão era um ambiente escuro, enfumaçado e úmido, com pequenas janelas sem vidro. Durante o dia, o local virava sala de refeições, ocasionalmente acompanhadas por espetáculos de artistas ou trovadores a que os servos também podiam assistir. À noite, o lugar se transformava em dormitório dos criados
2. COZINHA RÚSTICA
A cozinha era afastada dos cômodos principais para evitar incêndios. No forno central de fogo aberto, a comida era cozida em caldeirões e as carnes assadas em espetos de ferro. Do lado de fora, ficavam gaiolas com aves e outros animais para o abate. O cardápio do senhores era farto em pão de boa qualidade, carne e bebidas alcoólicas, especialmente vinho e cerveja
3. ESTOQUE CHEIO
Em alguns castelos, um cômodo construído no andar térreo servia de armazém de provisões, como trigo (usado para fazer pão) e malte (cerveja). O estoque de alimentos incluía ainda carnes conservadas por salgamento, queijos e sacas de vagens, feijões, favas e grãos moídos, como farinha
4. REZA DIÁRIA
Localizada perto do salão principal, a capela podia ser dividida em dois andares: no piso superior ficava a família do senhor do castelo, enquanto os servos rezavam na parte de baixo. Às vezes, capelas menores eram construídas num subterrâneo do castelo. As missas aconteciam todas as manhãs
5. SONO REAL
O principal móvel do quarto do senhor e sua dama era uma grande cama de madeira, com um trançado de tiras de couro que sustentava o colchão de penas. As roupas eram guardadas em arcas ou penduradas em pinos na parede. No início do dia, o quarto era varrido pelas camareiras, enquanto os senhores lavavam o rosto em bacias com água
6. LÍQUIDO PRECIOSO
Era indispensável que o castelo ficasse perto de uma fonte subterrânea de água para garantir o abastecimento de toda a construção. Além do poço central, localizado no interior das muralhas, reservatórios recolhiam a água da chuva que caía no teto do castelo. Depois, o líquido seguia para os andares inferiores por encanamentos de chumbo
7. PRIVILÉGIO NOJENTO
Como os dois únicos banhos anuais aconteciam em tinas portáteis levadas para o quarto do senhor, o banheiro tinha só uma privada, exclusiva dos nobres - os outros precisavam se aliviar fora das muralhas ou em penicos. Mas o "troninho" não era nada higiênico: os dejetos seguiam em uma canaleta de pedra até a parede do castelo, de onde a sujeira escorria até um fosso
8. VISÃO SEGURA
A maioria das fortificações contava com uma torre, feita inicialmente de madeira e mais tarde de pedra, com vários andares e formato retangular. O local, que servia como posto para os sentinelas que vigiavam as vizinhanças, era também usado como alojamento para servos e soldados, além de ser o último refúgio no caso de o castelo ser invadido
Fonte: Revista Mundo Estranho, acesso 06/06/16 22:57

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Prepare-se para a Batalha da Prova Parcial


E para as melhores notas "As Batatas!"

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A importância nobre da batata

       Na obra aparece por diversas vezes, entre as brigas dos personagens Caricaturais: Cozinheiro e Cozinheira, as BATATAS. Entre planos do Deuteragonista Bobuque em conversas com os protagonistas O Pintor, O Poeta e O Soldado elas estão assando...Conheça a importância da Batata na obra de Domingos Pellegrini, percebendo a história Real da batata .
Bom estudo!

Ao vencedor as batatas

O tubérculo americano que salvou os europeus da fome e hoje se presta à elaboração de receitas gulosas no mundo inteiro
No romance Quincas Borba, uma das obras-primas de Machado de Assis (1839-1908), o personagem central herda uma fortuna e muda de Barbacena, em Minas Gerais, para o Rio de Janeiro, onde se apaixona por uma mulher casada. Por esse amor perde a esperança, a razão, a fortuna e a vida. Percebe muito vagamente uma filosofia que mistura positivismo e darwinismo, inventada pelo seu protetor Quincas Borba: o humanitismo, cuja doutrina pode ser explicada pela batata. Duas tribos famintas se encontram diante de uma plantação desse tubérculo. Mas a quantidade existente era suficiente para alimentar apenas uma delas. Caso haja divisão das batatas, ambas morrerão de fome. A paz, nesse caso, significaria a mútua destruição; a guerra, ao contrário, a salvação da tribo mais forte. Na vida acontece a mesma coisa. A sobrevivência de uns impõe a extinção de outros. “Ao vencedor, as batatas”, proclama o pai do humanitismo.
Foi exatamente esse o prêmio recebido pelo explorador espanhol Francisco Pizarro (1474-1541), após matar o imperador Ataualpa, dizimar os incas e conquistar o Peru, na primeira metade do século XVI. Ele tinha invadido a região para conquistar territórios, ouro e prata. Encontrou uma agricultura desenvolvida e extensas lavouras de batata. O tubérculo comestível era cultivado desde o ano 3000 antes de Cristo nas regiões andinas de Peru, Bolívia, Equador e Chile.
 Os incas o semeavam como alternativa ao milho, planta que não vingava nas grandes altitudes. Pelo seu valor energético ou calórico, comprovado na recuperação dos doentes, e versatilidade culinária, o ofereciam às divindades. Falamos da batata ou batatinha, também chamada de batata-inglesa e batata-irlandesa, planta da família das solanáceas. Entretanto, convém lembrar que ainda existe a bata-doce, igualmente originária da América Latina, com enorme importância alimentar. Pertence à família das convolvuláceas e possui raízes suculentas, grupo que reúne mais de 800 tipos. Os usos diferem ligeiramente. Saboreia-se a batata ou batatinha nas modalidades frita, cozida e assada, palha, rôtie, sautée e soufllée; cortada em fatias ou cubos para a salada; em purê e conserva. Pode ser consumida fria ou quente; em entradas ou pratos de resistência; como ingrediente principal ou coadjuvante. Acompanha todos os nossos tipos de carne, ave e peixe. Harmoniza-se com ovos de aves domésticas ou selvagens. Já a batata-doce se presta à elaboração tanto de pratos de sal como sobremesas, que vão de um gnocchi feito pelos imigrantes italianos no interior de São Paulo a uma sobremesa cujo sabor a aproxima do marron glacé francês. Além disso, tem grande importância na alimentação animal.
Apesar da surpresa de Pizarro com a batata, batatinha, batata-inglesa ou batata-irlandesa, o conquistador não soube avaliar sua relevância alimentar. Confundiu-a com a trufa branca, cogumelo subterrâneo encontrado em algumas regiões da Europa. Estranhou a falta do perfume típico, mas não ligou. Na Espanha, existem trufas brancas desprovidas de aroma. As diferenças que caracterizam as duas especialidades só foram percebidas um par de anos depois pelo soldado, cronista e historiador espanhol Pedro Cieza de Leon (1520-1554), autor da Crônica do Peru. O fato é que os europeus desconfiaram da batata, talvez porque sua chegada ao Velho Mundo coincidiu com um período de epidemias. A população colocou a culpa na novidade. Tanto que, na Irlanda, até hoje sua colheita é saudada com uma espécie de exorcismo.
Os primeiros países europeus a se convencerem da importância alimentar do tubérculo exótico foram a Espanha, a Itália do norte e a Irlanda. Outros preferiram por muito tempo passar fome a ter de plantá-lo. Na Rússia e Prússia do século XVIII, os soberanos precisaram ameaçar cortar as orelhas e o nariz dos camponeses que se recusassem a cultivá-la. Na França – país que agora se atribui orgulhosamente a invenção do purê e da batata frita -, a forte resistência só foi vencida no fim do século XVIII graças aos esforços do farmacêutico militar e agrônomo Antoine Augustin Parmentier (1737-1813). Capturado pelos prussianos durante a Guerra dos Sete Anos, ele quase morreu na prisão. Libertado, voltou a Paris. Saudado como herói, afirmava ter sobrevivido porque comia batata. Na capital francesa, tornou-se chefe do Hôtel des Invalides e, portanto, uma autoridade nacional em saúde pública.
No fim do século XVIII, Parmentier julgou ser a batata uma solução para a fome que grassava no país. O problema é que a população não reconhecia a importância nutritiva da planta. Então, com a cumplicidade do rei Luís XVI, ele organizou um almoço em homenagem ao soberano e o divulgou amplamente. O rei se apresentou com um buquê de flores de batata no alto do chapéu. Após a refeição, cedeu a Parmentier o atual Champ-de-Mars para cultivar experimentalmente a planta. A fim de provocar a curiosidade humana, ele colocou um exército em volta da lavoura. O povo achou que escondia alguma coisa preciosa. Durante o dia, ninguém podia se aproximar. À noite, os militares fingiam estar distraídos e as pessoas entravam na propriedade para furtar mudas. Foi a principal estratégia de propaganda de um alimento que, enfim, conquistou o paladar francês. Parmentier espalhou o novo alimento e sugeriu maneiras de prepará-lo. Seu nome costuma ser associado a diversas receitas, de variados autores. São os ovos Parmentier, carré de cordeiro Parmentier, bacalhau Parmentier e hachis Parmentier, entre outros. Com o abrandamento das superstições, a planta se difundiu pela Europa. Na Segunda Guerra Mundial, consagrou-se como alimento imprescindível, salvando milhões de pessoas da inanição fatal.
A batata gosta de temperaturas amenas e chuvas bem distribuídas. No Brasil, é plantada em todo o território nacional e praticamente o ano inteiro, sobretudo em São Paulo, no Paraná, em Minas Gerais, em Santa Catarina, no Espírito Santo e no Rio Grande do Sul. Contém vitaminas A, B1, B2, C, bem como potássio, fósforo, sódio e magnésio. A voz do povo a invoca com originalidade. Denomina-se “batata” tanto a barriga da perna como o bíceps desenvolvido e o nariz grosso e chato. É usada para designar a inchação provocada pelo bicho-de-pé. “Batata quente” significa uma situação trabalhosa, complicada. “Morder a batata” é ingerir bebida alcoólica demais. “Na batata” quer dizer com absoluta certeza. “Ser batata” equivale a não falhar. “Ir plantar batatas” é o mesmo que ir às favas. Entretanto, temos a batata em altíssima conta. Costumamos usá-la para fins nutritivos, vale dizer, exclusivamente pacíficos. Apesar de o humanitismo e o romance Quincas Borba serem criações nacionais, não se tem notícia de um brasileiro que haja eliminado o semelhante para conquistar batatas.
https://reinodabatata.wordpress.com/page/18/
Em construção
Professora Wilm@

domingo, 22 de maio de 2016

Trabalho do 2º Bimestre Escrita e mobilidade fazem o nosso Castelo


Produzir um Miniconto a partir da leitura 

da Obra As Batalhas do Castelo de Domingos Pellegrini

Primeiramente, saberemos o que é miniconto.


O miniconto
Miniconto é um tipo de conto muito pequeno, digamos que com no máximo uma página, ou um parágrafo. Alguns dizem que ele é o primo mais novo do poema em prosa, outros apontam as fábulas chinesas como origem, de certo é que desde meados do século XX o conto tem experimentado – com sucesso – formas extremamente breves a partir de textos de gente como Cortázar, Borges, Kafka, Arreola, Monterroso e Trevisan.

Nos últimos anos este tipo de ficção ganhou muito espaço na literatura de diversos países. Nos Estados Unidos, antologias sucessivas foram lançadas com textos cada vez menores culminando na chamada microfiction, cuja antologia inaugural reúne textos de até 300 palavras. A literatura latino-americana, responsável pela difusão inicial do gênero, tem não apenas apresentado antologias como também estudos acadêmicos acerca do que eles chamam de “microrelato”. É de um hispano-americano, o guatemalteco Augusto Monterroso, o micro mais famoso:




Quando acordou, o dinossauro ainda estava lá.No Brasil, há uma grande quantidade de autores publicando livros com ou exclusivamente de minicontos. Alguns valores importantes para o miniconto sãoconcisãonarratividadeefeitoabertura e exatidão.
Concisão


A velha insônia tossiu três da manhã. 
Dalton Trevisan (Ah, É?, 1994)
Ser breve e ser conciso são coisas diferentes. O miniconto precisa ser conciso, mais do que breve. Nesse sentido não deveríamos falar de um limite de número de letras, palavras ou páginas para o miniconto, e sim num limite conceitual. A história que ele conta precisa caber exatamente naquele pequeno tamanho, não mais, não menos. Não pode-se atrofiar uma narrativa, tampouco espichá-la. Por isso nem todos os temas e enfoques podem ser transformados em miniconto. Na verdade, raros o podem. Uma tosse às três da manhã pode ser a superfície de um miniconto; a insônia, não.

Narratividade


Caiu da escada e foi para o andar de cima. 
Adrienne Myrtes (Os cem menores..., 2004)
Se a brevidade originada pela concisão diferencia o mini do conto tradicional, é a narratividade que primeiro diferencia o miniconto do haicai ou do poema em prosa (que não necessariamente são narrativos, ainda que possam sê-lo). Ser narrativo significa, por óbvio, narrar algo, contar a passagem de uma personagem de um estado a outro, implicitamente (como no mini do Trevisan) ou explicitamente (como neste exemplo da Adrienne). Sem essa narratividade, corre-se sempre o risco de fazer uma simples descrição de cena em vez de um miniconto.

Efeito

"TV NO QUARTO" | E os pais na sala, assistindo a um documentário sobre os dramas da adolescência.
Leonardo Brasiliense (Adeus conto de fadas, 2006)
O grande mestre do conto moderno, Edgar Allan Poe, talvez tenha sido quem primeiro colocou o efeito pretendido no topo dos objetivos do escritor. Ainda hoje é considerado um bom conto aquele que consegue provocar algo no leitor, seja medo, compaixão ou reflexão. Quando temos uma simples descrição, não chega a ocorrer no leitor este efeito, por menor que seja, enquanto em uma narrativa como a do Leonardo Brasiliense o leitor não tem como não pensar na sua adolescência ou na sua atitude com os próprios filhos.

Abertura

Uma vida inteira pela frente. O tiro veio por trás. 
Cíntia Moscovich (Os cem menores..., 2004)
Como pode um texto tão pequeno provocar efeito em quem lê? A resposta está no próprio agente da questão: o leitor. À Cíntia coube contar a história de uma pessoa que morreu assassinada numa representação contundente da banalização da vida. Mas se a vítima é um homem, uma mulher, gorda, magra, nova, velha, se mora na cidade, no campo, noutro país, se era bandido ou mocinho, amante ou amado, casto ou tarado, nada disso está dito, cabe ao leitor preencher as lacunas a partir de seus conceitos e experiências. Muito possivelmente um leitor urbano como nós verá aí uma ironia com a insegurança que ceifa a vida de tantos jovens. Mas talvez um trabalhador suburbano veja a covardia de quem mata pelas costas, e não o futuro perdido por quem morre. Essa abertura é uma das riquezas do conto potencializada no miniconto.

Exatidão

"AVENTURA" | Nasceu.
Luís Dill (Contos de Bolso, 2005)
Tudo bem que a abertura do texto para o leitor seja aspecto fundamental do miniconto, mas é importante que o autor seja suficientemente claro para criar o efeito desejado no leitor, e não seu oposto, sob o risco de não ser compreendido. Para tanto a escolha de cada palavra em cada posição é fundamental, quase como em um poema, pois disso depende o sucesso ou não da narrativa. Se Cíntia Moscovich escrevesse “Teria sido um ótimo escritor, mas o tiro veio por trás” o texto perderia seu recurso estético causado pela oposição frente/trás, vida/morte, comprometendo até o efeito semântico. Mesma coisa, e mais ainda, no texto “Aventura”, do Dill. Não sei se existem outras duas palavras que se casem tão bem para formar uma narrativa instigante, aberta e ao mesmo tempo repleta de significados como esta. São apenas duas palavras, quinze caracteres tão bem dispostos que é difícil não sentirmos seu efeito. E percebermos ali o cerne do conto e da literatura.

 Marcelo Spalding | lançado em jan/2013

Produção de vídeo com aplicativos sugeridos nas aulas, assista os vídeos! Siga a Metodologia da sua Turma e bom trabalho!
projeto experimental de literatura digital | edição e concepção de

Bjs! Wilm@





 

quinta-feira, 19 de maio de 2016

O QUE ESTAMOS LENDO?

A VIDA PODE SER A BUSCA PELO CASTELO...
EM QUALQUER CANTO QUE ESTIVERMOS

        As nossas melhores aulas, com certeza são as do PROJETO DE LEITURA, a união dos grupos em Debates, tão tradicional, como a porta do Grupo I, e as frágeis janelas da sala, do Grupo II, o que diferencia o duelo entre cada leitor, que se debate na narrativa surpresa, é o tom da voz, a pronúncia de cada fato e o entonar de cada personagem.
       Pela primeira vez, estamos lendo o livro do projeto, a obra deixou uma lista difícil de decidir, por mim, consumidora de livros, como quem se alimenta de linhas, em noites calmas e mente inquieta, optei por ele. Domingos Pellegrini e a obra indicada em 1987, como o escritor da melhor obra Infanto Juvenil e seu nobre enredo, por isso indico:

AS BATALHAS DO CASTELO. 
Ótima Leitura!
Professora Wilm@



Imagine-se voltar a Idade Média e conhecer um bobo da corte que herda o título de Duque e um castelo. Logo de cara nota-se a grande trapalhada que Domingos Pellegrini cria em seu livro “As Batalhas do Castelo”. Porém, na trama não encontramos peripécias e nem malabarismos de um bobo da corte. (...)




As Batalhas do Castelo



Imagine-se voltar a Idade Média e conhecer um bobo da corte que herda o título de Duque e um castelo. Logo de cara nota-se a grande trapalhada que Domingos Pellegrini cria em seu livro “As Batalhas do Castelo”. Porém, na trama não encontramos peripécias e nem malabarismos de um bobo da corte.


Em formato de fábula, o escritor cria uma história envolvente em um cenário medieval muito detalhista e real. Faz também uma série de imagens simbólicas transmitindo valores importantes para vida em sociedade como a coragem, a solidariedade, a luta contra o preconceito, entre outros. Essa história traz herois marginais, pessoas comuns como velhos, órfãos, condenados, doentes; todos liderados por um bobo, intitulado “Duque” por um rei caduco.
A trama dá inicio quando Bobuque, como passa a ser chamado o ex bobo da corte, é designado a um castelo abandonado (o Castelo do Canto), onde vai conduzir o seu ducado com sua comitiva formada por doentes, aleijados, ex prisioneiros, velhos e crianças órfãs. Neste castelo eles enfrentam lutas contra o medo, o frio, a fome e o ódio. Tudo parecia estar fadado a conduzir o ducado de Bobuque ao fracasso. Ao invés, Bobuque mostra-se ser um grande líder e de sábia filosofia de vida. Aos poucos a convivência vai aproximando os personagens que passam a se conhecer melhor e surge a necessidade diante as adversidades de que juntos formem uma comunidade unida para serem vitoriosos, somando as qualidades de cada um para compensar suas franquezas.
No decorrer da leitura, fica claro dentro de nós a espera do momento em que os personagens aprendam a maneira certa de lutar contra as adversidades. Quando se é pequeno uma lição de bons valores é agregada, lição esta que nos acompanhara por toda a vida até depois de crescidos. Basicamente essa é a receita do livro, declarado o "Melhor Livro Juvenil" (1987) pela Associação Paulista dos Críticos de Arte, nos mostrar que a vida no castelo medieval, ou nos dias de hoje, são repletas de batalhas que devemos lutar todos os dias.
"Cada dia é uma batalha, mas o sol ainda é grátis para todos!”
Crítica do blog DoseEndorfina acesso em 20/05/2015

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Criação de BLOG

A História dos blogs – Autor: Caio Novaes – Ano:2007/2008
Em meados de 1997, Jorn Barger, que foi autor de um dos primeiros FAQ – Frequently Asked Questions da história da internet, foi pioneiro em desenvolver um sistema onde uma pessoa poderia relatar tudo o que achasse realmente interessante na internet, e para nomear esse sistema foi utilizado o termo “weblog”.
O primeiro weblog da história ainda mantém sua forma original, podendo ser vista no site de seu criador, cujo endereço é http://robotwisdom.com, mesmo com o layout sendo considerado precário até mesmo para época, o weblog rapidamente se tornou uma sensação.
Muitas pessoas pronunciavam o “weblog” da forma que elas achavam mais conveniente, até que Peter Merholz pronunciou a palavra como se estivesse dividindo ela em duas partes, “wee-blog”, que futuramente foi encurtada, até se tornar simplesmente “Blog”.
A moda dos Blogs começou mesmo no ano de 1999, quando muitos blogueiros começaram a construir blogs para tratar sobre diversos assuntos, alguns para fazer um “diário virtual”, outros para fazer humor, política, e assim por diante, mesmo com conhecimentos intermediários em linguagens de programação e design, os blogueiros se sentiam importantes com seus blogs, eles o tratavam como jóias raras e mostravam para todo mundo como se os assuntos apresentados ali fossem algo do interesse de todos.
Nesta época, os posts, nome dado às informações adicionadas periodicamente ao blog, eram apenas links, ou seja, eram apenas pontes para um outro site, e quando um blog usava um link de outro blog, ele apontava o pioneiro como sendo o “dono do link”, com isso os blogs passaram a se autodivulgar, pois as pessoas queriam conhecer quem foi o blog que achou determinado link que estava linkado em outro blog e assim foi até que começou a surgir uma certa concorrência, os blogs mais interessantes começaram a ter muitos acessos, e acabou-se criando uma disputa, foi quando os blogueiros começaram a fazer links cada vez mais interessantes, eles não colocavam mais qualquer coisa em seus blogs, eles pesquisavam assuntos do interesse de um maior número de pessoas, e escreviam de maneira correta, eliminando palavras abreviadas usadas em chat como “vc” e escrevendo “você” por exemplo, fazendo de tudo para tentar induzir um leitor de sites a se tornar um leitor diário ou semanal do seu próprio blog.
No final do ano de 1999, tudo ficou mais fácil para pessoas que não sabiam nem o básico de linguagem de programação, ou seja, não eram expert no assunto, porém gostariam de ter um blog. Os Blogs se tornaram uma preciosa fonte de renda para empresas, que começaram a investir em sua automatização, ou seja, a partir de um template pronto e um backoffice uma pessoa leiga no assunto poderia muito bem desenvolver um blog, este backoffice seria como uma ferramenta de texto comum que ao digitar algo o sistema transformaria tudo em código Html automaticamente.
Uma das pioneiras a desenvolver um sistema para automatizar a publicação de blogs foi a empresa Blogger, uma empresa que soube como facilitar a publicação de artigos com uma interface muito simples que qualquer leigo poderia muito bem aprender e desvendar em 20 ou 30 minutos todas as suas ferramentas, sendo assim, muitas pessoas com idade acima de 12 anos já conseguiam facilmente criar o seu próprio blog, e como o custo de criação, edição e atualização era zero, o sistema de blogs se popularizou rapidamente.
Com estes sistemas totalmente gratuitos oferecidos por diversas empresas, às pessoas começaram a fazer do blog, um diário virtual, onde deixaram de colocar apenas links de sites e/ou outros blogs interessantes para escrever apenas sobre sua vida, como se fosse sua agenda pessoal que agora ficara disponível na internet, isso irritou e muito a comunidade dos antigos blogueiros, pois eles condenavam essa prática de transformar os blogs em simples “diários virtuais”, para os blogueiros mais antigos, o que caracterizava os blogs eram os links, pois era uma maneira de um blog interagir com outro sobre assuntos que talvez fosse interessante para um maior número de pessoas.
Logo no começo do ano 2000, a empresa blogger decidiu fazer de cada post uma página da web, ou seja, cada post do seu blog teria uma página só, definida por um endereço do tipo www.seublog.com.br/ano_mes_dia.html, essa inovação foi denominada “permalink” e foi muito útil para que outros interessantes sistemas fossem criados, como por exemplo o sistema de comentários, que utiliza o permalink do post para diferenciar um post do outro.
Com essa nova ferramenta de interação, ou seja, com o sistema de comentários, os blogueiros se tornaram mais escritores do que simplesmente blogueiros. Seus textos deixaram de ser apenas um texto jogado na internet para ser algo comentado por pessoas muitas vezes criticas e diretas que denunciavam até mesmo um simples erro de português, como se o seu blog tivesse a obrigação de passar uma informação seguindo os padrões de um livro, por exemplo, com direito a revisões e tudo antes de publicar um post.
No ano de 2004, surgiu uma novidade no mundo dos blogs, o feed, que nada mais é que uma ferramenta que lhe dá a oportunidade de “assinar” um blog, utilizando o endereço feed de qualquer blog é possível visualizá-lo utilizando um programa ou um leitor de feed qualquer, e tem mais, você pode repetir o processo com quantos blogs quiser, basta você ir adicionando os blogs para acompanhar as atualizações deles no mesmo lugar sem ter que visitar todos os endereços.
Os blogs rapidamente se tornaram um dos sistemas mais utilizados da internet, para se ter uma idéia, em 1999 o número de blogs não passava de 50, já no ano de 2001 eram contabilizados milhares de blogs e em 2003 eles atingiram a assombrosa média de 3 milhões de blogs, neste mesmo ano os blogs se tornaram uma febre no Brasil, e graças a esse crescimento muitas empresas decidiram traduzir seus sistemas de blogs para a língua portuguesa, oferecendo todas as ferramentas de seus sistemas originais porém adaptados para uma versão em português e de acordo com estudos, hoje são mais de 50 milhões de blogs espalhados pela rede.
Atualmente muitas empresas utilizam blogs para divulgar produtos através de um marketing viral ou simplesmente anunciando o produto via banner ou publieditoriais e outras fazem uma varredura nos blogs para saber as vontades e preferências de seus futuros consumidores para que assim possam desenvolver produtos cada vez mais ajustados ao perfil do seu consumidor.
A História dos blogs – Autor: Caio Novaes – Ano:2007/2008
Este é o primeiro capítulo de meu livro que pretendo lançar em breve

Em 1997, Jorn Barger concebeu o termo “weblog”, definindo-o como uma página da Web, onde qualquer pessoa pode colocar uma mensagem expondo todas as outras páginas interessantes que encontra.
O termo foi alterado por Peter Merholz, que decidiu pronunciar “wee-blog”, que tornou inevitável o encurtamento para o termo definitivo “blog”.
Rebbecca Blood foi uma das pioneiras no uso dos blogs, referindo em 1999 que estes eram distintos tanto ao nível da forma como ao nível do conteúdo das publicações periódicas que os precederam.
A blogosfera, termo que representa o mundo dos blogs, progrediu a um ritmo extraordinário. Em 1999 era poucos os que utilizavam esta ferramenta. Hoje em dia, existem cerca de 70 milhões de blogs. Com a criação do blogger em 1999 começaram a aparecer inúmeros blogues actualizados várias vezes ao dia, com reflexões do seu autor sobre muitos temas: local de trabalho, ou a escola, ou outros interesses, como desporto, música, animais etc.
Em relação à implantação dos blogues na escola, as primeiras redes de professores a utilizarem esta tecnologia surgiram na blogosfera anglo-saxónica com o portal britânico Schoolblogs.com (desde 2001) e o grupoEducation Bloggers Network, com sede nos EUA.
Hoje em dia os blogues já fazem parte do quotidiano de milhões de pessoas com um destaque importante no ensino e aprendizagem das crianças e dos jovens, facilitando entre outras situações, o ensino à distância.